5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
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5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
Como explicado no tópico das regras >> http://www.mcrfanclubr.com/novidades-f18/5-promocao-o-paciente-morreu-t3714.htm#136354
Este tópico é APENAS para postar seu capítulo! Lembrando que se vc postar vc está automaticamente participando! Boa sorte a todos! Em breve criaremos um topico para votação das fanfics!!!

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Tem um fuio na calça do Gerard!!

¢h£mi§try*ly- Vampiro Primogene

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Localização: ainda tô naquele vôo ao lado do frank e do mikey
Interesses: aguentar a lala
Ocupação: traduzir as entrevistas do mc!!
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Data de inscrição: 27/07/2006

Re: 5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
Uma observaçao antes de começar a ler a minha fic:o q eu pus em negrito eh o diálogo entre dois personagens.Apenas 1 vez,houve uma 3ª pessoa na conversa,portanto,eu o identifiquei,okay?
Era soh isso msm!!!!
XOXO
Título:Fear and Regret
Autora:Mirelle da Silva Monteiro
Gênero:De tudo um pouco
Descrição: Rômulo tinha pais perfeitos,esposa perfeita,vida invejada,até que descobre que esta com câncer no cérebro.O que paciente é capaz d fazer para permanecer vivo?
Rômulo era uma pessoa muito boa.Foi bem educado pelos pais,que nunca disseram “não” em vão.Desde criança,soube escolher bem as amizades, ,nunca teve decepções.Quando adolescente,encontrou a sua alma gêmea,do qual acabou se casando.Tinha uma vida tão perfeita que chegava a ser invejada por todos.Certa manhã,Rômulo acordou,beijou sua esposa na testa,se levantou e foi a caminho do banheiro,como habitualmente fazia.De repente,Mirian escutou um barulho:
-Amor,o que houve?
Está tudo bem?
Querido...
Mirian foi procurar Rômulo e o encontrou desmaiado no chão com a cabeça sangrando.Ele bateu a cabeça na quina da mesa ao lado da porta do banheiro.Levaram-no às pressas para o hospital.Após alguns exames,o médico conversa com Mirian:
-Depois de alguns exames feitos no seu marido,foi detectado que ele está com um tumor no cérebro e infelizmente esse tumor é maligno.
-Mas como?Os exames só podem estar errados!
-Nós fizemos 3 exames.Todos eles comprovaram que ele está com câncer avançado.Precisamos começar o tratamento o mais rápido possível!
-Ele já sabe?
-Ainda não.
-O senhor poderia fazer isso por mim?Eu não teria coragem de contar a ele.
-Tudo bem.
Quando Rômulo acordou,o médico entrou em seu quarto e lhe contou sobre o tumor.Rômulo virou uma fera.10 minutos depois que o medico saiu do quarto,ele fugiu do hospital,chegou em casa,discutiu com a esposa,agredindo-a em seguida.Por volta de meia-noite,dirigindo,encontrou um barzinho na esquina.Parou,estacionou e ficou bebendo até por volta de 3 horas da manhã.Chegando em casa:
-Onde você estava a noite toda,amor?
-Não é da sua conta.
Mirian ficou chocada e ligou para os pais de Rômulo contando sobre o câncer.Rômulo foi dormir.30 minutos depois,os pais de Rômulo foram fazer uma visita.
-Onde o nosso Rômulo está?
-Está na cama dormindo,eu acho.
No quarto:
-Oi,meu amorzinho!Como você está?
-Sai daqui!
-Olha como você fala com a sua mãe e comigo!
-FODA-SE!!!!!VÃO TI FUDÊ!!!!
A mãe de Rômulo saiu as pressas,chorando.O pai saiu anestesiado,atrás da mãe de Rômulo,não acreditando no que o filho havia dito.Rômulo se levanta:
-Querido,aonde você vai?
-Vai pra merda!
Rômulo foi beber.A polícia o encontrou caído do lado de fora do bar e lavaram-no pra prisão.Lá recebeu uma proposta:
-Quer a cura do seu problema?
-Hã?
-É isso mesmo.Eu tenho a cura dos seus problemas.
-Serio?
-Sim.Basta que você assine esse contrato.
Rômulo não pensou 2 vezes nem consultou seu advogado e assinou o contrato.Foi liberado da prisão.Chegando em casa,deitou-se na cama e cochilou.Quando acordou,correu pro banheiro,lavou as mãos e olhou pro espelho,dando de cara com o Diabo,novamente,na sua forma humana:
-Ai!
Que susto,cara!
-Só vim aqui pra te informar que o contrato foi cancelado.
-Mas...porque?
-Devido ao seu histórico.Você não tem antecedentes criminais nem queixa de mal comportamento.
-Mas,eu tô livre do tumor,né?
-Deixa de ser burro!Sem alma,sem cura do câncer,ou seja,sem negocio fechado!Mas se você quiser,você pode ir na boate que fica a uns 3 quarteirões daqui.Procure por Patrícia e peça a ela o “Special do fim de semana”.Ela saberá o que fazer.
Rômulo seguiu a dica do Diabo,procurou Patrícia e falou “A senha secreta”:
-Tem certeza que quer fazer isso?
-Tudo pra livrar desse sofrimento.
-Tudo bem.Você vai viver pra sempre.
-Como você vai fazer isso?
-Você vai virar um vampiro.
-Vampiros existem?
-Se não existissem,eu não estaria te dizendo que sou uma.
-Hum...legal!
-Então você vai querer mesmo,né?Pode ser na segunda?Minha agenda ta lotada hoje e amanhã.
-Claro.Eu não ia fazer nada mesmo.
Mirian esta dormindo.Novamente,Mirian ouve um barulho,mas dessa vez no quarto.Assustada,levanta às pressas e vê seu marido caído.De novo,foi levado para o hospital.
-Ei!
Psiu...
ACORDA!!!!
-Hã?O que?Onde?Quando?Por quê?
-Tô te chamando há um tempão e você não acorda!
-Quem são vocês?
-Esse é Ray,esse é Frank,esse é bob,esse é meu irmão Mikey,e eu sou Gerard.Nós somos da banda My Chemical Romance.
-Vocês estão mortos?
-Não!Muito pelo contrario.Enquanto dormimos,nossa alma visita diversos hospitais,a procura de pessoas com câncer.
-Vocês vão me curar?
-Infelizmente não.
-Então o que vocês estão fazendo aqui?
-Estamos aqui pra mostrar como você fez a sua vida do céu ao inferno em apenas... 3 dias!
MCR foi “o fantasma do natal passado”.Mostraram-lhe a vida inteira dele e lhe deram 2 opções:
-Você tem 2 opções:você vem conosco agora e tem 1 Black Parade,ou você fica por aqui e vai junto com o lobo.
-Quem é o lobo?
-O Diabo.Ele aproveita da fraqueza das pessoas para levá-los pro inferno.
-Eu tinha assinado 1 contrato com ele,só que ele falou que eu era 1 boa pessoa.
-Ele é traiçoeiro.Nunca acredite nele.
Rômulo não conseguia acreditar nas opções,mas escolheu ter a Black Parade..
-Mas...antes de ir...eu posso me despedir?
-É claro.Mas se passar de 6 horas da manhã,o lobo pode chegar antes de nós.
-Então,eu vou escrever uma carta.
Bob:-Carta é coisa do passado.Agora é e-mail.
-É mesmo.Eu tinha esquecido.
Rômulo escreveu 2 e-mails:pros pais e pra esposa Mirian.
“Caros papai e mamãe,
Escrevo-lhes este e-mail para me desculpar e me despedir.Desculpe-me por ter sido um canalha.Sei que não deveria ter feito isso,mas fiz.Agora que estou em meus últimos minutos de vida,vejo que não deveria ter me estressado com a minha doença.Eu deveria ter dado mais valor à vocês e à Mirian.Sei que deveria estar dizendo isso pessoalmente,mas,eu não tenho muito tempo.Nem sei se terei tempo suficiente pra terminar de escrever este e-mail.Dizem que quando estamos diante da morte,vemos um filme da nossa vida.é verdade.Pai,eu lembrei d quando você me levou pra ver a banda marchar.Mãe,eu lembrei daquela vez que eu te disse que não iria pro inferno(e realmente não vou).Quando eu morrer,não quero que chorem por mim.Apenas lembrem de mim vivo,com saúde e feliz.Esqueçam tudo o que eu fiz nesses meus últimos 3 dias.Ah...na minha lápide,gostaria que escrevessem:”I’m an angel”.Sei que não mereço,mas é só pra eu me sentir bem.Bom...já são 3:20 da manhã.Quando for 3:33,eu não estarei mais aqui na Terra.Então,adeus.Amo vocês e estarei olhando vocês lá no céu.
Beijos do seu filho,
Rômulo.”
“Cara Mirian,
Escrevo-lhe este e-mail para me desculpar e me despedir.Desculpe-me por ter sido um canalha.Sei que não deveria ter feito isso,mas fiz.Agora que estou em meus últimos minutos de vida,vejo que não deveria ter me estressado com a minha doença.Eu deveria ter dado mais valor à você e aos meus pais.Sei que deveria estar dizendo isso pessoalmente,mas,eu não tenho muito tempo.Nem sei se terei tempo suficiente pra terminar de escrever este e-mail.Dizem que quando estamos diante da morte,vemos um filme da nossa vida.é verdade.Eu lembro de quando nos conhecemos,do nosso 1º encontro,de quando fizemos amor pela 1ª vez,...Ah,falando nisso,eu sei que você está grávida.Pelo menos,na minha ausência,você não estará sozinha. Quando eu morrer,não quero que chore por mim.Apenas lembre de mim vivo,com saúde e feliz.Esqueça tudo o que eu fiz nesses meus últimos 3 dias.Ah...na minha lápide,gostaria que escrevesse:”I’m an angel”.Sei que não mereço,mas é só pra eu me sentir bem.Bom...já são 3:30 da manhã.Quando for 3:33,eu não estarei mais aqui na Terra.Nesses meu 3 últimos minutos,estarei ouvindo Cancer do My Chemical Romance.Então,adeus.Amo você e estarei olhando você lá no céu.Em breve,vocês.
Beijos do seu marido que te ama e sempre te amará,
Rômulo.”
Como Rômulo havia dito,as 3:33 da manhã,faleceu.O médico,bufando,chegou correndo no hospital,procurando seu paciente:
-Enfermeira,o paciente morreu?
-Sim.Morreu as 3:33.Porque?
-Ele foi vítima de erro médico.Ele tinha câncer,mas não era no cérebro,e sim no sangue.Ele estava era com um ovo de solitária no cérebro,esse era o motivo dos desmaios.Indicamos a medicação errada.Como avisaremos a família que ele morreu?
-Isso não será necessário.
-Porque?
-Ele já fez isso por nós e eles já estão a caminho.
-Mas como ele sabia?
A pergunta do médico ficou sem resposta.A família enterrou o corpo e realizaram o desejo de Rômulo.Rômulo teve sua Black Parade.Quer saber o que aconteceu com Rômulo depois que ele teve a Black Parade?Ouça o CD “The Black Parade” da Banda My Chemical Romance que você descobre.
The End.
Era soh isso msm!!!!
XOXO
Título:Fear and Regret
Autora:Mirelle da Silva Monteiro
Gênero:De tudo um pouco
Descrição: Rômulo tinha pais perfeitos,esposa perfeita,vida invejada,até que descobre que esta com câncer no cérebro.O que paciente é capaz d fazer para permanecer vivo?
Rômulo era uma pessoa muito boa.Foi bem educado pelos pais,que nunca disseram “não” em vão.Desde criança,soube escolher bem as amizades, ,nunca teve decepções.Quando adolescente,encontrou a sua alma gêmea,do qual acabou se casando.Tinha uma vida tão perfeita que chegava a ser invejada por todos.Certa manhã,Rômulo acordou,beijou sua esposa na testa,se levantou e foi a caminho do banheiro,como habitualmente fazia.De repente,Mirian escutou um barulho:
-Amor,o que houve?
Está tudo bem?
Querido...
Mirian foi procurar Rômulo e o encontrou desmaiado no chão com a cabeça sangrando.Ele bateu a cabeça na quina da mesa ao lado da porta do banheiro.Levaram-no às pressas para o hospital.Após alguns exames,o médico conversa com Mirian:
-Depois de alguns exames feitos no seu marido,foi detectado que ele está com um tumor no cérebro e infelizmente esse tumor é maligno.
-Mas como?Os exames só podem estar errados!
-Nós fizemos 3 exames.Todos eles comprovaram que ele está com câncer avançado.Precisamos começar o tratamento o mais rápido possível!
-Ele já sabe?
-Ainda não.
-O senhor poderia fazer isso por mim?Eu não teria coragem de contar a ele.
-Tudo bem.
Quando Rômulo acordou,o médico entrou em seu quarto e lhe contou sobre o tumor.Rômulo virou uma fera.10 minutos depois que o medico saiu do quarto,ele fugiu do hospital,chegou em casa,discutiu com a esposa,agredindo-a em seguida.Por volta de meia-noite,dirigindo,encontrou um barzinho na esquina.Parou,estacionou e ficou bebendo até por volta de 3 horas da manhã.Chegando em casa:
-Onde você estava a noite toda,amor?
-Não é da sua conta.
Mirian ficou chocada e ligou para os pais de Rômulo contando sobre o câncer.Rômulo foi dormir.30 minutos depois,os pais de Rômulo foram fazer uma visita.
-Onde o nosso Rômulo está?
-Está na cama dormindo,eu acho.
No quarto:
-Oi,meu amorzinho!Como você está?
-Sai daqui!
-Olha como você fala com a sua mãe e comigo!
-FODA-SE!!!!!VÃO TI FUDÊ!!!!
A mãe de Rômulo saiu as pressas,chorando.O pai saiu anestesiado,atrás da mãe de Rômulo,não acreditando no que o filho havia dito.Rômulo se levanta:
-Querido,aonde você vai?
-Vai pra merda!
Rômulo foi beber.A polícia o encontrou caído do lado de fora do bar e lavaram-no pra prisão.Lá recebeu uma proposta:
-Quer a cura do seu problema?
-Hã?
-É isso mesmo.Eu tenho a cura dos seus problemas.
-Serio?
-Sim.Basta que você assine esse contrato.
Rômulo não pensou 2 vezes nem consultou seu advogado e assinou o contrato.Foi liberado da prisão.Chegando em casa,deitou-se na cama e cochilou.Quando acordou,correu pro banheiro,lavou as mãos e olhou pro espelho,dando de cara com o Diabo,novamente,na sua forma humana:
-Ai!
Que susto,cara!
-Só vim aqui pra te informar que o contrato foi cancelado.
-Mas...porque?
-Devido ao seu histórico.Você não tem antecedentes criminais nem queixa de mal comportamento.
-Mas,eu tô livre do tumor,né?
-Deixa de ser burro!Sem alma,sem cura do câncer,ou seja,sem negocio fechado!Mas se você quiser,você pode ir na boate que fica a uns 3 quarteirões daqui.Procure por Patrícia e peça a ela o “Special do fim de semana”.Ela saberá o que fazer.
Rômulo seguiu a dica do Diabo,procurou Patrícia e falou “A senha secreta”:
-Tem certeza que quer fazer isso?
-Tudo pra livrar desse sofrimento.
-Tudo bem.Você vai viver pra sempre.
-Como você vai fazer isso?
-Você vai virar um vampiro.
-Vampiros existem?
-Se não existissem,eu não estaria te dizendo que sou uma.
-Hum...legal!
-Então você vai querer mesmo,né?Pode ser na segunda?Minha agenda ta lotada hoje e amanhã.
-Claro.Eu não ia fazer nada mesmo.
Mirian esta dormindo.Novamente,Mirian ouve um barulho,mas dessa vez no quarto.Assustada,levanta às pressas e vê seu marido caído.De novo,foi levado para o hospital.
-Ei!
Psiu...
ACORDA!!!!
-Hã?O que?Onde?Quando?Por quê?
-Tô te chamando há um tempão e você não acorda!
-Quem são vocês?
-Esse é Ray,esse é Frank,esse é bob,esse é meu irmão Mikey,e eu sou Gerard.Nós somos da banda My Chemical Romance.
-Vocês estão mortos?
-Não!Muito pelo contrario.Enquanto dormimos,nossa alma visita diversos hospitais,a procura de pessoas com câncer.
-Vocês vão me curar?
-Infelizmente não.
-Então o que vocês estão fazendo aqui?
-Estamos aqui pra mostrar como você fez a sua vida do céu ao inferno em apenas... 3 dias!
MCR foi “o fantasma do natal passado”.Mostraram-lhe a vida inteira dele e lhe deram 2 opções:
-Você tem 2 opções:você vem conosco agora e tem 1 Black Parade,ou você fica por aqui e vai junto com o lobo.
-Quem é o lobo?
-O Diabo.Ele aproveita da fraqueza das pessoas para levá-los pro inferno.
-Eu tinha assinado 1 contrato com ele,só que ele falou que eu era 1 boa pessoa.
-Ele é traiçoeiro.Nunca acredite nele.
Rômulo não conseguia acreditar nas opções,mas escolheu ter a Black Parade..
-Mas...antes de ir...eu posso me despedir?
-É claro.Mas se passar de 6 horas da manhã,o lobo pode chegar antes de nós.
-Então,eu vou escrever uma carta.
Bob:-Carta é coisa do passado.Agora é e-mail.
-É mesmo.Eu tinha esquecido.
Rômulo escreveu 2 e-mails:pros pais e pra esposa Mirian.
“Caros papai e mamãe,
Escrevo-lhes este e-mail para me desculpar e me despedir.Desculpe-me por ter sido um canalha.Sei que não deveria ter feito isso,mas fiz.Agora que estou em meus últimos minutos de vida,vejo que não deveria ter me estressado com a minha doença.Eu deveria ter dado mais valor à vocês e à Mirian.Sei que deveria estar dizendo isso pessoalmente,mas,eu não tenho muito tempo.Nem sei se terei tempo suficiente pra terminar de escrever este e-mail.Dizem que quando estamos diante da morte,vemos um filme da nossa vida.é verdade.Pai,eu lembrei d quando você me levou pra ver a banda marchar.Mãe,eu lembrei daquela vez que eu te disse que não iria pro inferno(e realmente não vou).Quando eu morrer,não quero que chorem por mim.Apenas lembrem de mim vivo,com saúde e feliz.Esqueçam tudo o que eu fiz nesses meus últimos 3 dias.Ah...na minha lápide,gostaria que escrevessem:”I’m an angel”.Sei que não mereço,mas é só pra eu me sentir bem.Bom...já são 3:20 da manhã.Quando for 3:33,eu não estarei mais aqui na Terra.Então,adeus.Amo vocês e estarei olhando vocês lá no céu.
Beijos do seu filho,
Rômulo.”
“Cara Mirian,
Escrevo-lhe este e-mail para me desculpar e me despedir.Desculpe-me por ter sido um canalha.Sei que não deveria ter feito isso,mas fiz.Agora que estou em meus últimos minutos de vida,vejo que não deveria ter me estressado com a minha doença.Eu deveria ter dado mais valor à você e aos meus pais.Sei que deveria estar dizendo isso pessoalmente,mas,eu não tenho muito tempo.Nem sei se terei tempo suficiente pra terminar de escrever este e-mail.Dizem que quando estamos diante da morte,vemos um filme da nossa vida.é verdade.Eu lembro de quando nos conhecemos,do nosso 1º encontro,de quando fizemos amor pela 1ª vez,...Ah,falando nisso,eu sei que você está grávida.Pelo menos,na minha ausência,você não estará sozinha. Quando eu morrer,não quero que chore por mim.Apenas lembre de mim vivo,com saúde e feliz.Esqueça tudo o que eu fiz nesses meus últimos 3 dias.Ah...na minha lápide,gostaria que escrevesse:”I’m an angel”.Sei que não mereço,mas é só pra eu me sentir bem.Bom...já são 3:30 da manhã.Quando for 3:33,eu não estarei mais aqui na Terra.Nesses meu 3 últimos minutos,estarei ouvindo Cancer do My Chemical Romance.Então,adeus.Amo você e estarei olhando você lá no céu.Em breve,vocês.
Beijos do seu marido que te ama e sempre te amará,
Rômulo.”
Como Rômulo havia dito,as 3:33 da manhã,faleceu.O médico,bufando,chegou correndo no hospital,procurando seu paciente:
-Enfermeira,o paciente morreu?
-Sim.Morreu as 3:33.Porque?
-Ele foi vítima de erro médico.Ele tinha câncer,mas não era no cérebro,e sim no sangue.Ele estava era com um ovo de solitária no cérebro,esse era o motivo dos desmaios.Indicamos a medicação errada.Como avisaremos a família que ele morreu?
-Isso não será necessário.
-Porque?
-Ele já fez isso por nós e eles já estão a caminho.
-Mas como ele sabia?
A pergunta do médico ficou sem resposta.A família enterrou o corpo e realizaram o desejo de Rômulo.Rômulo teve sua Black Parade.Quer saber o que aconteceu com Rômulo depois que ele teve a Black Parade?Ouça o CD “The Black Parade” da Banda My Chemical Romance que você descobre.
The End.
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Mirelle da Silva Monteiro- Vampiros Matusálem

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Re: 5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
postando de novo x.x:
Pequena pausa pra falar da fic -importante!-
Weeeeell... essa é uma fic bem simples de como eu acho que o
paciente morreu. Não tem nomes, não tem ano. Tentei usar vários elementos da
história, das músicas e do clipe da Black Parade, por tanto vocês precisam ler
com calma e prestar atenção(!!). A 1a parte é mais voltada ao passado, é
narrada em 1a pessoa e se chama "NOSSA MÃE GUERRA" e a 2a é uma
narrativa em tempo real, 3a pessoa, chamada "NOSSAS FILHAS MEDO e ARREPENDIMENTO" e no final, um pedacinho extra chamado "A Black Parade está por vir...".
Espero que vcs leiam com muito carinho... desculpe se algumas partes estão
corridas! Tentei expremer tudo que deu pra caber aqui, mas tá tudo no seu
devido lugar... DIVIRTAM-SE!!!
ps.: que tal escutarem o CD da Black Parade pra entrarem no
clima? =D
THE END. -fic-
NOSSA MÃE GUERRA
Chegou o dia...
senhor, posso sentir meus dedos formigando, mal consegui dormir!...
Passei a noite inteira pensando no horário das visitas, e
sei que ela também.
Não to escrevendo tudo isso porque espero ler ou relembrar mais tarde. Quero deixar alguma coisa sobre nós pra trás, pra que alguém saiba que nós existimos, o que fizemos... e o que estamos prestes a fazer.
O tempo passou muito rápido desde aquele dia, no grupo de ajuda do hospital. Algo bem singelo para um hospital militar... tem grupos para mutilados, queimados, parentes de militares que morreram... e lá estávamos nós, dos que têm síndrome do pânico. Além das manias, tínhamos em comum as memórias escuras que invadem nossos sonhos e dias vazios. As memórias de guerra. Parece estranho, mas a lembrança mais bonita que tenho dela é quando a ouvi falar pela 1a vez.
Murmurava seu desabafo em minha primeira visita ao grupo: "Era pior do que
aqueles tremores... eram os meus terrores. Me sentia como se alguém estivesse
me sufocando! ". Estava com a maquiagem borrada de choro e foi amparada
por pessoas da roda. Era triste mas... me senti aliviado, logo naquela primeira
visita. A moça não chorou sozinha. Chorava por mim e por todos aqueles
ex-combatentes na sala, tão corajosos na guerra e agora com tanto medo de se
expressar seus medos. Eu não ia perder aquela garota de vista, e hoje, é com
ela que vou sair daqui.
Passei a ir duas vezes por semana naquele grupo, mas não
queria falar nada. Tinha muitas coisas pra dizer, mas esperava que dissessem por mim. E ela dizia! Era incrível como eu sentia que, sentada ali, ela podia ler meus pensamentos.
Seu sonho de ser enfermeira era de sua mãe, mas decidiu exercer a profissão no exército aos 8 anos, quando foi à um desfile com banda e marcha militar. Quando contava, seus olhos brilhavam: "Era tudo tão lindo... queria viver com aquelas pessoas, imaginando pra onde marchavam. Queria marchar com elas, pra sempre! Mas não sabia o que eles faziam de verdade." E então eu fiquei chocado, e falei alguma coisa além de 'passo a vez' em semanas. Peguei a sua mão e confessei "Eu também estava lá". Então fez-se um silêncio e o sorriso dela acendeu aquela sala triste. Quando a sessão acabou, ela veio falar comigo.
Olhei melhor pra seu rosto e vi espertos olhos negros
afundados em um rosto sem cor, doente feito o meu. Seus cabelos eram grossos e cor de avelã. "Você tava mesmo lá, né? No desfile..." "É, eu tava. Mas eu sabia o que os
militares faziam; meu pai me contou. Disse que um dia eu ia liderar uma marcha daquelas, mas não entendi muito bem as coisas que ele disse. Depois que ele morreu, só consegui pensar em entrar no exército...".
Saimos dali pra tomar um café e conversar sobre aquele desfile que havia passado na nossa cidade e que nos tinha levado pro mesmo caminho: a Grande Guerra. Nós estivemos lá, e vimos a mesma cidade por onde a marcha havia passado em ruínas. Os destroços e os corpos nos assombravam da mesma forma, em nossa memória. Mas essas não eram nossas únicas seqüelas.
Passamos a nos ver sempre, porque duas vezes por semana não nos era suficiente. Ela
havia me contado que seu único problema era, de fato, o trauma psicológico. Via seus
pacientes feridos, morrendo em sonhos e quando estava
sozinha. Mas a pior experiência que teve fez seus olhos marearem ao contar:
estava em uma enfermaria improvisada no campo de batalha, cuidando de soldados
que não paravam de chegar, muito feridos. Então, de repente e sem dó, uma bomba
foi jogada ali. Os suportes nas paredes e no teto começaram a desabar. Viu
vários deles caindo nos pacientes já debilitados, matando muitos. Ela se feriu
e acordou após um coma de 2 meses no Hospital dos Militares.
Depois de ouvir toda a sua história, me ofereci pra pagar sua conta e levar ela
em casa. Ela aceitou, mas quando chegamos ao portão da sua casa (1 andar, sem
garagem), não me convidou a entrar. Foi meio desconcertante, mas pra não piorar,
fui pra casa. Sozinho de novo... mas não tanto quanto antes. Tinha em quem
pensar. Acertei o quadro do meu pai na parede da sala e fui acender uma vela
pra ele. Quando percebi, estava rezando por ela.
O verão ia se despedindo,e no 1o dia de folhas amarelas, convidei ela pro parque ver a chuva de folhas. Lembro de estarmos procurando um banco:
"- Meu reeino por um banco!!
- Ahhh, tô cansado. Vamos sentar na grama mesmo...
- Ok, mas se uma cobra me picar e eu morrer, venho puxar seu
pé!!
- Cobra?! Meu Deus... Olha, a carrocinha do sorvete. Quer?
- Uhum! Pistache.
- Eca..."
No final das contas, nenhuma cobra picou ela. A gente ficou
ali sentados na grama, falando de coisas diferentes, dessa vez. Nada de marchas,
hospitais ou problemas; só desenhos animados e música e lugares onde era bom comer. Eu não queria contar o meu problema agora, sendo que a gnt tava tão feliz, mas uma hora ela descobriu, e como eu temia, não foi por mim.
A gente já tinha saído várias vezes desde então. A cafeteria
laranja com som ambiente era o melhor lugar da cidade. Depois de um tempo, paramos de ir ao grupo de ajuda juntos, porque o bem que um fazia ao outro era incrível! Ela
cortou o cabelo, parou de tomar banho olhando pro teto (tinha medo do chuveiro
cair na cabeça dela), perdeu várias manias e sonhava menos com tremores, sangue
e morte. Seu rosto ficou mais vivo e ela até voltou a tocar piano. Por outro
lado, eu também me sentia melhor, esquecendo de todos os meus problemas e acreditando numa vida real; longa, feliz e... com ela. Não imaginava mais minha vida sem
aquela garota. Mesmo achando que as coisas tinham acontecido depressa, queria
dizer tudo isso à ela... precisava dizer tudo que queria antes que qualquer
coisa acontecesse. Quando ela finalmente me chamou pra ir na sua casa, achei
ser a hora perfeita. Ia tocar piano pra mim e depois íamos sair pra comer;
então coloquei minha calça menos desbotada, troquei os tênis por um par de sapatos
e - que ridículo - fui comprar lírios. Lírios no outono, pois é... mas fui assim
mesmo. Eu fazia - e ainda faço - qualquer coisa ridícula nesse mundo pra
arrancar o sorriso da minha enfermeira. Cheguei na rua estreita onde ela
morava, abri seu portão e bati na porta. Andava meio tonto, suando e pensei ser
nervosismo. Assim que abriu a porta, ela abriu um largo sorriso, agarrou os
lírios e perfumou o lado de fora da casa com seu cheiro... me senti bem cafona
pensando nessas coisas - e me sinto mais ainda por escrevê-las - então resolvi
entrar de uma vez.
A casa era simples, de carpete e com papel de parede
estampado/desbotado. Vi uma coleção de discos que nem me atrevi a mexer e o piano
apertado no meio da sala.
"- Eu não acredito que você trouxe flores no outono! E
tão lindas assim...
- Nem me fale... que piano legal o seu.
- Heh, é da marca de uma pianista que eu amo; Guiomar Novaes.
Espera pra ver como fica quando a gente tira um som dele.
- E você... mora sozinha aqui?
- É... meu pai é o governo. Recebo indenização... você
também, não é?
- Uhum... somos praticamente irmãos, então! E quem é a nossa
mãe?
- Nossa mãe, docinho, é a Guerra..."
Então fiquei em silêncio, passando os dedos pelo piano. Ela
ficou por um tempo sorrindo pra mim, mas na verdade estava pedindo pra sair
dali. Eu perguntei se ela não ia colocar os lírios num vaso, pra cortar o
clima. Suava tanto que precisei levar um lenço comigo. Quando ela voltou,
estava sorrindo sinceramente, com uma pasta na mão. Eram suas partituras.
Não consigo dizer o que aconteceu quando ela sentou e
começou a tocar. Movia seus dedos, às vezes devagar e às vezes sutilmente
rápido. Era algo suave e gentil, que me convidava a olhar pros seus olhos. Seus
lindos olhos. "Eu quero morrer neles", eu tinha pensado, e pela
primeira vez, um anjo me escutou...
---------------------------------------------------------------------
- Bom dia! Vim trazer seu café. Como se sente, filho?
- Melhor do que eu esperava, Margaret. Sabe que horas são? -
largou o lápis e o caderno pra falar com a senhora sua enfermeira.
- Hum... são umas nove horas, por quê?
- Nada...- eu não acredito que passei a madrugada
escrevendo- pode deixar aí, eu vou comer.
- Vai mesmo?
- Juro!
Margaret saiu do quarto e ele voltou a escrever, beliscando
o café caprichado que eles preparavam pra pré-terapia... a terapia pela qual
ele não ia passar hoje e nem nunca mais.
----------------------------------------------------------------------
"Eu quero morrer neles", eu tinha pensado, e pela
primeira vez, um anjo me escutou...
Comecei a me sentir muito mais tonto do que qualquer hora
daquele dia. As coisas giravam no compasso da música e eu escutei minha
respiração bater nos ouvidos. Só deu tempo de pensar se era daquele jeito mesmo
que eu ia morrer. Sem dizer nada, sem ter feito nada... só uma canção triste e
vazia, sem nada a dizer. Quando as luzes se apagaram, pedi, pelo amor de Deus,
um tempinho... só pra escrever um final melhor do que esse.
Acordei num quarto de luzes fracas, cama estranha e som ambiente: bip... bip... bip...
Esse som era a única prova de que meu coração ainda estava
batendo.
“- Por que não me contou antes? – a voz de uma moça de
costas, no escuro
- E o que podemos fazer?
- Qualquer coisa! Menos ficar aqui, esperando sua morte
chegar!
- Eu não sabia... meu quadro estava estável.
- E VOCÊ NÃO PENSOU? NÃO IMAGINOU QUE O CÂNCER PODE MUDAR DE
“ESTÁVEL” PRA “INSTÁVEL”?!
- E o que você queria?! Que eu andasse com um botton “TENHO
CÂNCER” na camisa?!
- Você não espera aqui eu fique aqui, né? Vendo você morrer.
Me aposentei pra nunca mais ver um paciente morrer na cama, muito menos você!
- E o que eu tenho de especial?
- O meu amor.”
Foi a 1ª vez que chorei com ela. Pensei em dizer que não a
amava, que era pra ela sair do quarto e não voltar mais. Mas não podia.
Esse foi o estopim, quando começamos a planejar tudo. E com
a benção de nossa Mãe Guerra, vamos sair daqui hoje, pra começar a viver de
verdade.
Pequena pausa pra falar da fic -importante!-
Weeeeell... essa é uma fic bem simples de como eu acho que o
paciente morreu. Não tem nomes, não tem ano. Tentei usar vários elementos da
história, das músicas e do clipe da Black Parade, por tanto vocês precisam ler
com calma e prestar atenção(!!). A 1a parte é mais voltada ao passado, é
narrada em 1a pessoa e se chama "NOSSA MÃE GUERRA" e a 2a é uma
narrativa em tempo real, 3a pessoa, chamada "NOSSAS FILHAS MEDO e ARREPENDIMENTO" e no final, um pedacinho extra chamado "A Black Parade está por vir...".
Espero que vcs leiam com muito carinho... desculpe se algumas partes estão
corridas! Tentei expremer tudo que deu pra caber aqui, mas tá tudo no seu
devido lugar... DIVIRTAM-SE!!!
ps.: que tal escutarem o CD da Black Parade pra entrarem no
clima? =D
THE END. -fic-
NOSSA MÃE GUERRA
Chegou o dia...
senhor, posso sentir meus dedos formigando, mal consegui dormir!...
Passei a noite inteira pensando no horário das visitas, e
sei que ela também.
Não to escrevendo tudo isso porque espero ler ou relembrar mais tarde. Quero deixar alguma coisa sobre nós pra trás, pra que alguém saiba que nós existimos, o que fizemos... e o que estamos prestes a fazer.
O tempo passou muito rápido desde aquele dia, no grupo de ajuda do hospital. Algo bem singelo para um hospital militar... tem grupos para mutilados, queimados, parentes de militares que morreram... e lá estávamos nós, dos que têm síndrome do pânico. Além das manias, tínhamos em comum as memórias escuras que invadem nossos sonhos e dias vazios. As memórias de guerra. Parece estranho, mas a lembrança mais bonita que tenho dela é quando a ouvi falar pela 1a vez.
Murmurava seu desabafo em minha primeira visita ao grupo: "Era pior do que
aqueles tremores... eram os meus terrores. Me sentia como se alguém estivesse
me sufocando! ". Estava com a maquiagem borrada de choro e foi amparada
por pessoas da roda. Era triste mas... me senti aliviado, logo naquela primeira
visita. A moça não chorou sozinha. Chorava por mim e por todos aqueles
ex-combatentes na sala, tão corajosos na guerra e agora com tanto medo de se
expressar seus medos. Eu não ia perder aquela garota de vista, e hoje, é com
ela que vou sair daqui.
Passei a ir duas vezes por semana naquele grupo, mas não
queria falar nada. Tinha muitas coisas pra dizer, mas esperava que dissessem por mim. E ela dizia! Era incrível como eu sentia que, sentada ali, ela podia ler meus pensamentos.
Seu sonho de ser enfermeira era de sua mãe, mas decidiu exercer a profissão no exército aos 8 anos, quando foi à um desfile com banda e marcha militar. Quando contava, seus olhos brilhavam: "Era tudo tão lindo... queria viver com aquelas pessoas, imaginando pra onde marchavam. Queria marchar com elas, pra sempre! Mas não sabia o que eles faziam de verdade." E então eu fiquei chocado, e falei alguma coisa além de 'passo a vez' em semanas. Peguei a sua mão e confessei "Eu também estava lá". Então fez-se um silêncio e o sorriso dela acendeu aquela sala triste. Quando a sessão acabou, ela veio falar comigo.
Olhei melhor pra seu rosto e vi espertos olhos negros
afundados em um rosto sem cor, doente feito o meu. Seus cabelos eram grossos e cor de avelã. "Você tava mesmo lá, né? No desfile..." "É, eu tava. Mas eu sabia o que os
militares faziam; meu pai me contou. Disse que um dia eu ia liderar uma marcha daquelas, mas não entendi muito bem as coisas que ele disse. Depois que ele morreu, só consegui pensar em entrar no exército...".
Saimos dali pra tomar um café e conversar sobre aquele desfile que havia passado na nossa cidade e que nos tinha levado pro mesmo caminho: a Grande Guerra. Nós estivemos lá, e vimos a mesma cidade por onde a marcha havia passado em ruínas. Os destroços e os corpos nos assombravam da mesma forma, em nossa memória. Mas essas não eram nossas únicas seqüelas.
Passamos a nos ver sempre, porque duas vezes por semana não nos era suficiente. Ela
havia me contado que seu único problema era, de fato, o trauma psicológico. Via seus
pacientes feridos, morrendo em sonhos e quando estava
sozinha. Mas a pior experiência que teve fez seus olhos marearem ao contar:
estava em uma enfermaria improvisada no campo de batalha, cuidando de soldados
que não paravam de chegar, muito feridos. Então, de repente e sem dó, uma bomba
foi jogada ali. Os suportes nas paredes e no teto começaram a desabar. Viu
vários deles caindo nos pacientes já debilitados, matando muitos. Ela se feriu
e acordou após um coma de 2 meses no Hospital dos Militares.
Depois de ouvir toda a sua história, me ofereci pra pagar sua conta e levar ela
em casa. Ela aceitou, mas quando chegamos ao portão da sua casa (1 andar, sem
garagem), não me convidou a entrar. Foi meio desconcertante, mas pra não piorar,
fui pra casa. Sozinho de novo... mas não tanto quanto antes. Tinha em quem
pensar. Acertei o quadro do meu pai na parede da sala e fui acender uma vela
pra ele. Quando percebi, estava rezando por ela.
O verão ia se despedindo,e no 1o dia de folhas amarelas, convidei ela pro parque ver a chuva de folhas. Lembro de estarmos procurando um banco:
"- Meu reeino por um banco!!
- Ahhh, tô cansado. Vamos sentar na grama mesmo...
- Ok, mas se uma cobra me picar e eu morrer, venho puxar seu
pé!!
- Cobra?! Meu Deus... Olha, a carrocinha do sorvete. Quer?
- Uhum! Pistache.
- Eca..."
No final das contas, nenhuma cobra picou ela. A gente ficou
ali sentados na grama, falando de coisas diferentes, dessa vez. Nada de marchas,
hospitais ou problemas; só desenhos animados e música e lugares onde era bom comer. Eu não queria contar o meu problema agora, sendo que a gnt tava tão feliz, mas uma hora ela descobriu, e como eu temia, não foi por mim.
A gente já tinha saído várias vezes desde então. A cafeteria
laranja com som ambiente era o melhor lugar da cidade. Depois de um tempo, paramos de ir ao grupo de ajuda juntos, porque o bem que um fazia ao outro era incrível! Ela
cortou o cabelo, parou de tomar banho olhando pro teto (tinha medo do chuveiro
cair na cabeça dela), perdeu várias manias e sonhava menos com tremores, sangue
e morte. Seu rosto ficou mais vivo e ela até voltou a tocar piano. Por outro
lado, eu também me sentia melhor, esquecendo de todos os meus problemas e acreditando numa vida real; longa, feliz e... com ela. Não imaginava mais minha vida sem
aquela garota. Mesmo achando que as coisas tinham acontecido depressa, queria
dizer tudo isso à ela... precisava dizer tudo que queria antes que qualquer
coisa acontecesse. Quando ela finalmente me chamou pra ir na sua casa, achei
ser a hora perfeita. Ia tocar piano pra mim e depois íamos sair pra comer;
então coloquei minha calça menos desbotada, troquei os tênis por um par de sapatos
e - que ridículo - fui comprar lírios. Lírios no outono, pois é... mas fui assim
mesmo. Eu fazia - e ainda faço - qualquer coisa ridícula nesse mundo pra
arrancar o sorriso da minha enfermeira. Cheguei na rua estreita onde ela
morava, abri seu portão e bati na porta. Andava meio tonto, suando e pensei ser
nervosismo. Assim que abriu a porta, ela abriu um largo sorriso, agarrou os
lírios e perfumou o lado de fora da casa com seu cheiro... me senti bem cafona
pensando nessas coisas - e me sinto mais ainda por escrevê-las - então resolvi
entrar de uma vez.
A casa era simples, de carpete e com papel de parede
estampado/desbotado. Vi uma coleção de discos que nem me atrevi a mexer e o piano
apertado no meio da sala.
"- Eu não acredito que você trouxe flores no outono! E
tão lindas assim...
- Nem me fale... que piano legal o seu.
- Heh, é da marca de uma pianista que eu amo; Guiomar Novaes.
Espera pra ver como fica quando a gente tira um som dele.
- E você... mora sozinha aqui?
- É... meu pai é o governo. Recebo indenização... você
também, não é?
- Uhum... somos praticamente irmãos, então! E quem é a nossa
mãe?
- Nossa mãe, docinho, é a Guerra..."
Então fiquei em silêncio, passando os dedos pelo piano. Ela
ficou por um tempo sorrindo pra mim, mas na verdade estava pedindo pra sair
dali. Eu perguntei se ela não ia colocar os lírios num vaso, pra cortar o
clima. Suava tanto que precisei levar um lenço comigo. Quando ela voltou,
estava sorrindo sinceramente, com uma pasta na mão. Eram suas partituras.
Não consigo dizer o que aconteceu quando ela sentou e
começou a tocar. Movia seus dedos, às vezes devagar e às vezes sutilmente
rápido. Era algo suave e gentil, que me convidava a olhar pros seus olhos. Seus
lindos olhos. "Eu quero morrer neles", eu tinha pensado, e pela
primeira vez, um anjo me escutou...
---------------------------------------------------------------------
- Bom dia! Vim trazer seu café. Como se sente, filho?
- Melhor do que eu esperava, Margaret. Sabe que horas são? -
largou o lápis e o caderno pra falar com a senhora sua enfermeira.
- Hum... são umas nove horas, por quê?
- Nada...- eu não acredito que passei a madrugada
escrevendo- pode deixar aí, eu vou comer.
- Vai mesmo?
- Juro!
Margaret saiu do quarto e ele voltou a escrever, beliscando
o café caprichado que eles preparavam pra pré-terapia... a terapia pela qual
ele não ia passar hoje e nem nunca mais.
----------------------------------------------------------------------
"Eu quero morrer neles", eu tinha pensado, e pela
primeira vez, um anjo me escutou...
Comecei a me sentir muito mais tonto do que qualquer hora
daquele dia. As coisas giravam no compasso da música e eu escutei minha
respiração bater nos ouvidos. Só deu tempo de pensar se era daquele jeito mesmo
que eu ia morrer. Sem dizer nada, sem ter feito nada... só uma canção triste e
vazia, sem nada a dizer. Quando as luzes se apagaram, pedi, pelo amor de Deus,
um tempinho... só pra escrever um final melhor do que esse.
Acordei num quarto de luzes fracas, cama estranha e som ambiente: bip... bip... bip...
Esse som era a única prova de que meu coração ainda estava
batendo.
“- Por que não me contou antes? – a voz de uma moça de
costas, no escuro
- E o que podemos fazer?
- Qualquer coisa! Menos ficar aqui, esperando sua morte
chegar!
- Eu não sabia... meu quadro estava estável.
- E VOCÊ NÃO PENSOU? NÃO IMAGINOU QUE O CÂNCER PODE MUDAR DE
“ESTÁVEL” PRA “INSTÁVEL”?!
- E o que você queria?! Que eu andasse com um botton “TENHO
CÂNCER” na camisa?!
- Você não espera aqui eu fique aqui, né? Vendo você morrer.
Me aposentei pra nunca mais ver um paciente morrer na cama, muito menos você!
- E o que eu tenho de especial?
- O meu amor.”
Foi a 1ª vez que chorei com ela. Pensei em dizer que não a
amava, que era pra ela sair do quarto e não voltar mais. Mas não podia.
Esse foi o estopim, quando começamos a planejar tudo. E com
a benção de nossa Mãe Guerra, vamos sair daqui hoje, pra começar a viver de
verdade.

nanda_toro- Sociedade dos Vampiros

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Idade: 18
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Interesses: mcr (DuH!! jura?), HQ, Mangá e.. e... essas coisas ._.V
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Data de inscrição: 23/01/2007
Re: 5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
NOSSAS FILHAS MEDO e
ARREPENDIMENTO
Ele fechou o caderno... fez como tinham combinado e arrumou suas roupas pra quando
precisasse sair. Iriam andar pelo mundo, sem uma casa pra voltar. O paciente do
quarto ao lado já estava avisado do escândalo que teria de fazer, e agora os
nervos subiam por sua nuca. Os dela também.
Ela pegou o carro que eles alugaram, colocou roupas, comida,
todo o seu dinheiro e o dele. Dirigiu pro hospital. Aqueles dias ela andava
pensando como faria quando ele morresse. Chegou a se arrepender e pensar em
desistir. No entanto, todo o seu medo foi embora naquele dia. De madrugada,
enquanto pensava no que estava pra fazer, começou a ter dor de cabeça. Sim, a
velha dor de cabeça, e dessa vez, nada mais de operações. Eles iam andar
juntos, sem rumo, um esperando o outro morrer.
Quando chegou ao hospital, já era horário de visitas, e ela
pediu pra ir ao quarto 19. Quando entrou, viu seu paciente preferido naquela
cama e ambos sorriram.
- Como está, senhor paciente?
- Feliz por ter a melhor enfermeira de todas!
Ela o ajudou com o soro e vigiou a porta enquanto ele se
vestia. Quando ele já estava pronto, pegou seu caderno e ela bateu na porta do
quarto 18. Três vezes. Logo depois, ouviram-se gritos no quarto:
- EU VOU QUEIMAR TODO MUNDO! VOU EXPLODIR VOCÊS! BOOM, BOOM,
BOOM!!! – “muito bom, John” pensou o casal.
Pessoas malucas não faltavam ali, apesar de John não ser uma
delas. Gritos e ameaças eram corriqueiras, mas não no horário de visitas.
Ninguém podia assustar os visitantes. A qualquer histeria nesse horário, as
enfermeiras e os seguranças apareciam rapidamente pra abafar a coisa. Com a
atenção voltada pro quarto ao lado, eles saíram pela porta da frente. Pro dia
lindo que estava fazendo ali fora.
- HÁÁÁ, isso foi demais!!!
- Não, e o John?! “Vou explodir vocês!!” uahduashduh... foi
ótimo!
- Onde você parou o carro?
- Bem na sua frente, docinho.
Eles entraram ali e, pela primeira vez, a vida era real. As
luzes, as sombras e as cores não pareciam um sonho ruim ou uma ilusão; tudo
tinha consistência. Era quase inacreditável. Colocaram um CD, abriram as
janelas e seguiram rumo à estrada.
- O que houve? Você põe a mão na cabeça toda hora...
- Nada não... dor-de-cabeça feminina.
- E pra onde essa moça feminina está indo?
- Nós vamos acampar 1º... ou qualquer outra coisa! Minha
agenda está bem livre no momento.
No caminho, encontraram um posto grande e pararam pra comer
pizza. Era como ser adolescente de novo. Colocaram ficha na jukebox do lugar e
cantaram, comendo pizza e tomando cerveja.
- Sabia que ainda guardo seus lírios?
- Minha nossa, eles devem estar podres...
- Hehehe... maais ou menos.
- Hey moça! – uma garçonete que passava olhou
- Hã?
- Tem algum lugar aqui onde se possa acampar?
- Tem um sim... o_O O cais. Tem um gramado e fica na beira do lago.
- Perfeito! Vê a conta por favor.
Eles saíram com o carro perguntando onde ficava o cais. Não paravam de rir um pro outro, as vezes sem motivo nenhum. Quando chegaram, já era o início da noite. Pegaram uns biscoitos no carro e umas mantas pra esticar na grama. Ele pegou seu caderno e jogou no chão. Achou que ali era um bom lugar pra deixá-lo pra trás.
- Sabe que eu nunca acampei assim? Ainda mais na beira de um
lago.
- É, nem eu... vem, deita aqui do meu lado.
Deitaram olhando pra cima, abraçados um no outro.
- Em todo lugar do mundo, o céu é o mesmo certo? Mesma lua,
mesmas estrelas... – ela perguntou baixinho
- Uhum...
- Será que no outro mundo também?
- Por que?
- Me diz o que você acha...
- Eu acho que sim. O céu é infinito, não é mesmo?
- É... então a gente não precisa ter medo.
- Medo?
- De se separar. O céu sobre as nossas cabeças é sempre o mesmo.
- Você tem mais medo de eu morrer do que eu, sua boba...
- É porque eu te amo muito... não quero que se arrependa ou sinta medo de nada, ok?
- Com você do meu lado, medo e arrependimento são só umas sombras pequenas. Sempre com a gente, mas nunca no nosso caminho.
- A gente não vai poder se casar, não é mesmo?
- Não na igreja ou no civil... mas minha alma é casada com a sua.
- Mas marido e mulher não podem mentir, certo?
- Uhum... – já estava pegando no sono.
- Então me perdoa, docinho...
- Uhum...ZzZz
Deu um beijo nele. Um beijo antes dela partir, porque a dor de cabeça deixava bem claro. Não ia fica ali por muito mais tempo.
No dia seguinte, o sol bateu no rosto dos dois e ele se
levantou. Sentiu frio nos braços e viu que o que segurava estava gelado. O amor
dele estava gelado.
- Amor? Tudo bem? Você vai ficar resf...- o corpo virou pro
lado e ele começou a tremer. Todo o seu corpo se comprimiu e as lágrimas
ficaram presas na garganta. Depois de abraçar a moça caída na grama por uns 20
minutos, desmaiou com ela.
“Me beije, e adeus
E durma
Só durma...”
Pensou que havia morrido. Já podia morrer. Viver sem ela era
como desaparecer. Aquelas batidas de piano que ouvia em seu sonho tornaram-se
bipes. Bip...bip...bip...
- Então, o que deu na sua cabeça, filho?
- Hã?... Margaret...
- O que você fez?
- Eu não sei... não sei. – de repente, veio um lampejo em
sua mente – Ela... cadê?! CADÊ ELA?!
- Calma, meu filho, calma!
- Você não é minha mãe!!! E eu quero saber onde diabos
está...
- ... a moça com você? – abaixou os olhos – ô meu anjo, a
moça... ela...
- Ela o que?!!!
- Ela tinha aneurisma cerebral... aconteceu quando um
suporte caiu na cabeça dela em uma enfermaria, 1 ano atrás... fizeram a cirurgia, mas a veia arrebentou de novo e não tinha mais jeito.
- Vai embora...
Sem dizer nada, a doce enfermeira se foi. O piano tocava uma
coisa leve agora. Uma música naquele piano Guiomar, pra ele.
“ Vire-se, porque estou mal só de ver, que todo meu cabelo
abandonou meu corpo, minha agonia.
Sei que eu nunca vou me casar, e, meu bem, estou destruído
pela quimio
Só contando os dias pra ir....
Por que a parte mais difícil disso... é te deixar.”
Ele já não era mais ele mesmo. Era só “o paciente”, e se
deixou levar pra quimioterapia.
Seus cabelos, suas sombrancelhas. Tudo havia caído. Seu
rosto estava morto e pálido.
Vomitava com freqüência, mas não como naquele dia.
Quando não tinha mais nada, vomitou sangue, e teve uma
parada cardíaca.
Bip
Bip
Bip
Quando eu era um garoto,
Meu pai me levou à cidade
Para ver uma banda marchando.
Bip
Bip
Bip
Ele disse, "Filho quando você crescer,
você seria o salvador dos destruídos,
dos derrotados e dos condenados?"
Bip
Bip
Ele disse "Você os derrotaria,
seus demônios, e todos os incrédulos,
os planos que ele fizeram?"
Bip
"Porque um dia eu o deixarei,
um fantasma para guiá-lo no verão...
Para me juntar a BLACK PARADE”
biiiiip.......... e os bipes viravam tambores. Todos esperavam por ele.
Arrancou os fios do corpo e seguiu o rufar dos tambores.
O desfile negro chamava.
"Às vezes tenho a sensação de que ela está olhando por
mim, e outras vezes sinto como se
eu devesse ir..."
extra - A BLACK PARADE ESTÁPOR VIR
- Hey! Mano! Que que é isso aí?
- Um caderno que eu achei... cara, você não vai acreditar no
que eu li aqui...
- Gerard, você tem que parar de pegar essas porcarias no
chão o_O
- Bléé... vambora. Preciso escrever uma história.
-FIM-
ARREPENDIMENTO
Ele fechou o caderno... fez como tinham combinado e arrumou suas roupas pra quando
precisasse sair. Iriam andar pelo mundo, sem uma casa pra voltar. O paciente do
quarto ao lado já estava avisado do escândalo que teria de fazer, e agora os
nervos subiam por sua nuca. Os dela também.
Ela pegou o carro que eles alugaram, colocou roupas, comida,
todo o seu dinheiro e o dele. Dirigiu pro hospital. Aqueles dias ela andava
pensando como faria quando ele morresse. Chegou a se arrepender e pensar em
desistir. No entanto, todo o seu medo foi embora naquele dia. De madrugada,
enquanto pensava no que estava pra fazer, começou a ter dor de cabeça. Sim, a
velha dor de cabeça, e dessa vez, nada mais de operações. Eles iam andar
juntos, sem rumo, um esperando o outro morrer.
Quando chegou ao hospital, já era horário de visitas, e ela
pediu pra ir ao quarto 19. Quando entrou, viu seu paciente preferido naquela
cama e ambos sorriram.
- Como está, senhor paciente?
- Feliz por ter a melhor enfermeira de todas!
Ela o ajudou com o soro e vigiou a porta enquanto ele se
vestia. Quando ele já estava pronto, pegou seu caderno e ela bateu na porta do
quarto 18. Três vezes. Logo depois, ouviram-se gritos no quarto:
- EU VOU QUEIMAR TODO MUNDO! VOU EXPLODIR VOCÊS! BOOM, BOOM,
BOOM!!! – “muito bom, John” pensou o casal.
Pessoas malucas não faltavam ali, apesar de John não ser uma
delas. Gritos e ameaças eram corriqueiras, mas não no horário de visitas.
Ninguém podia assustar os visitantes. A qualquer histeria nesse horário, as
enfermeiras e os seguranças apareciam rapidamente pra abafar a coisa. Com a
atenção voltada pro quarto ao lado, eles saíram pela porta da frente. Pro dia
lindo que estava fazendo ali fora.
- HÁÁÁ, isso foi demais!!!
- Não, e o John?! “Vou explodir vocês!!” uahduashduh... foi
ótimo!
- Onde você parou o carro?
- Bem na sua frente, docinho.
Eles entraram ali e, pela primeira vez, a vida era real. As
luzes, as sombras e as cores não pareciam um sonho ruim ou uma ilusão; tudo
tinha consistência. Era quase inacreditável. Colocaram um CD, abriram as
janelas e seguiram rumo à estrada.
- O que houve? Você põe a mão na cabeça toda hora...
- Nada não... dor-de-cabeça feminina.
- E pra onde essa moça feminina está indo?
- Nós vamos acampar 1º... ou qualquer outra coisa! Minha
agenda está bem livre no momento.
No caminho, encontraram um posto grande e pararam pra comer
pizza. Era como ser adolescente de novo. Colocaram ficha na jukebox do lugar e
cantaram, comendo pizza e tomando cerveja.
- Sabia que ainda guardo seus lírios?
- Minha nossa, eles devem estar podres...
- Hehehe... maais ou menos.
- Hey moça! – uma garçonete que passava olhou
- Hã?
- Tem algum lugar aqui onde se possa acampar?
- Tem um sim... o_O O cais. Tem um gramado e fica na beira do lago.
- Perfeito! Vê a conta por favor.
Eles saíram com o carro perguntando onde ficava o cais. Não paravam de rir um pro outro, as vezes sem motivo nenhum. Quando chegaram, já era o início da noite. Pegaram uns biscoitos no carro e umas mantas pra esticar na grama. Ele pegou seu caderno e jogou no chão. Achou que ali era um bom lugar pra deixá-lo pra trás.
- Sabe que eu nunca acampei assim? Ainda mais na beira de um
lago.
- É, nem eu... vem, deita aqui do meu lado.
Deitaram olhando pra cima, abraçados um no outro.
- Em todo lugar do mundo, o céu é o mesmo certo? Mesma lua,
mesmas estrelas... – ela perguntou baixinho
- Uhum...
- Será que no outro mundo também?
- Por que?
- Me diz o que você acha...
- Eu acho que sim. O céu é infinito, não é mesmo?
- É... então a gente não precisa ter medo.
- Medo?
- De se separar. O céu sobre as nossas cabeças é sempre o mesmo.
- Você tem mais medo de eu morrer do que eu, sua boba...
- É porque eu te amo muito... não quero que se arrependa ou sinta medo de nada, ok?
- Com você do meu lado, medo e arrependimento são só umas sombras pequenas. Sempre com a gente, mas nunca no nosso caminho.
- A gente não vai poder se casar, não é mesmo?
- Não na igreja ou no civil... mas minha alma é casada com a sua.
- Mas marido e mulher não podem mentir, certo?
- Uhum... – já estava pegando no sono.
- Então me perdoa, docinho...
- Uhum...ZzZz
Deu um beijo nele. Um beijo antes dela partir, porque a dor de cabeça deixava bem claro. Não ia fica ali por muito mais tempo.
No dia seguinte, o sol bateu no rosto dos dois e ele se
levantou. Sentiu frio nos braços e viu que o que segurava estava gelado. O amor
dele estava gelado.
- Amor? Tudo bem? Você vai ficar resf...- o corpo virou pro
lado e ele começou a tremer. Todo o seu corpo se comprimiu e as lágrimas
ficaram presas na garganta. Depois de abraçar a moça caída na grama por uns 20
minutos, desmaiou com ela.
“Me beije, e adeus
E durma
Só durma...”
Pensou que havia morrido. Já podia morrer. Viver sem ela era
como desaparecer. Aquelas batidas de piano que ouvia em seu sonho tornaram-se
bipes. Bip...bip...bip...
- Então, o que deu na sua cabeça, filho?
- Hã?... Margaret...
- O que você fez?
- Eu não sei... não sei. – de repente, veio um lampejo em
sua mente – Ela... cadê?! CADÊ ELA?!
- Calma, meu filho, calma!
- Você não é minha mãe!!! E eu quero saber onde diabos
está...
- ... a moça com você? – abaixou os olhos – ô meu anjo, a
moça... ela...
- Ela o que?!!!
- Ela tinha aneurisma cerebral... aconteceu quando um
suporte caiu na cabeça dela em uma enfermaria, 1 ano atrás... fizeram a cirurgia, mas a veia arrebentou de novo e não tinha mais jeito.
- Vai embora...
Sem dizer nada, a doce enfermeira se foi. O piano tocava uma
coisa leve agora. Uma música naquele piano Guiomar, pra ele.
“ Vire-se, porque estou mal só de ver, que todo meu cabelo
abandonou meu corpo, minha agonia.
Sei que eu nunca vou me casar, e, meu bem, estou destruído
pela quimio
Só contando os dias pra ir....
Por que a parte mais difícil disso... é te deixar.”
Ele já não era mais ele mesmo. Era só “o paciente”, e se
deixou levar pra quimioterapia.
Seus cabelos, suas sombrancelhas. Tudo havia caído. Seu
rosto estava morto e pálido.
Vomitava com freqüência, mas não como naquele dia.
Quando não tinha mais nada, vomitou sangue, e teve uma
parada cardíaca.
Bip
Bip
Bip
Quando eu era um garoto,
Meu pai me levou à cidade
Para ver uma banda marchando.
Bip
Bip
Bip
Ele disse, "Filho quando você crescer,
você seria o salvador dos destruídos,
dos derrotados e dos condenados?"
Bip
Bip
Ele disse "Você os derrotaria,
seus demônios, e todos os incrédulos,
os planos que ele fizeram?"
Bip
"Porque um dia eu o deixarei,
um fantasma para guiá-lo no verão...
Para me juntar a BLACK PARADE”
biiiiip.......... e os bipes viravam tambores. Todos esperavam por ele.
Arrancou os fios do corpo e seguiu o rufar dos tambores.
O desfile negro chamava.
"Às vezes tenho a sensação de que ela está olhando por
mim, e outras vezes sinto como se
eu devesse ir..."
extra - A BLACK PARADE ESTÁPOR VIR
- Hey! Mano! Que que é isso aí?
- Um caderno que eu achei... cara, você não vai acreditar no
que eu li aqui...
- Gerard, você tem que parar de pegar essas porcarias no
chão o_O
- Bléé... vambora. Preciso escrever uma história.
-FIM-

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Interesses: mcr (DuH!! jura?), HQ, Mangá e.. e... essas coisas ._.V
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Re: 5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
Espero que gostem!Primeira fic que eu posto aqui!!
Título How this finish?
Autora:Chibi_cold_mari
Genero:Darkfic,Drama,Trágédia,Songfic.
Deveria começar pelo o meu nome.
Mas eu não me lembro.
Acho que é um mal comum entre os que estão do lado de cá.
Outra coisa da qual não me lembro é sobre minha vida.Não sei se tive uma família,se tive amigos,uma esposa,filhos,ou até mesmo colegas de bares...
Eu sempre estive tão acostumado com a solidão e com os remédios...O cheiro de soro e de talco usados no hospitais já fazem parte de mim,ou melhor,faziam.
Realmente, ao certo, não sei lhe dizer como morri...Foi algo estranho repentino, barulhento e silencioso.Consegue me entender?
Não, ninguém consegue.Nem mesmo eu.
Todos os médicos e enfermeiras que tiveram contato comigo sempre me diagnosticavam como louco.Não sou e nunca fui louco...Só porque eles não enxergavam eles.
Eles sempre estiveram ali, me fazendo companhia.Contando-me coisas sobre como é estar morto...Como enfermeiras podem deixar estranhos seres entrarem nos quartos dos pacientes?Estariam todos loucos?Ou somente eu?
Sempre fui uma pessoa de saúde frágil, e isso é fato.Sempre tive algo que apelidava de “parada”, era quando eu simplesmente perdia o fôlego e os sentidos.
Por causa disso, sempre soube que iria morrer logo.Mas não sabia como.
Os médicos diziam que era psicológico, outros diziam que era hereditário,outros ainda diziam que era puro fingimento meu.
Como eu poderia fingir ter derrames?Como eu poderia fingir vê-los?
Não acho que alguém seja capaz de se fingir e louco.Ou seria?
Não é que eu não gostasse de Mom War e de Revenge,é que eu não gostava de ser chamado de louco por causa deles...Consegue me entender?
Ainda me lembro do susto que eu tomei ao encontra-los ao lado de minha cama hospitalar.Também...Quem não iria se assustar com um esqueleto pomposo e uma mulher de mascara parados, olhando para você?
Foi logo depois de eu ter "o maior derrame que jamais ninguém iria ter",como foi apelidada minha experiência pós-morte.Totalmente um exagero...
-Olha lá, nosso mais novo seguidor está acordando!-Disse Mom War.
-Quem são vocês!?-Gritei assustado,se é que poderia gritar depois de um derrame.
-Somos os mortos que te levaram até a Parada Negra!Receba bem os seus anfitriões!-Exclamou Revenge.
-Parada Negra?Mas o que é isso?Vocês são alucinações!Me deixem em paz!-Gritei
Como uma alucinação iria me levantar da cama, e me deixar cair?Pois foi o que maldoso Revenge fez.Fazendo com que a agulha que ligava o soro a minha veia saísse, deixando vazar sangue pelo buraco criado por ela.
-Ele ainda não está pronto, seu coração ainda bate!Veja!- Exclamou Revenge.
-Isso é um fato.Senão seu sangue não estaria circulando por suas veias.Vamos logo!Temos muitos participantes para acolher!- Disse Mom War.
E assim eles me deixaram,tão rápido como em um flash sorrateiro.Logo depois de meus gritos assustados, a equipe de médicos chegaram,e ficaram apavorados ao ver que perdi sangue,mesmo sendo pouco.Afinal, sangue era algo que me dava muita dor de cabeça...Não é fácil de se encontrar o sangue tipo B negativo por aí,sabia?
Depois do episódio, eles me visitaram muitas vezes...Trazendo um pouco mais de vida(que ironia,um trocadilho tão cuel) em meus dias mais moribundos.era engraçado como Fear temia os barulhos dos saltos das enferemeiras a bater pelo piso de mámore gelado.
Pelo menos tive um pouco antes do fádigo mês, que traria consigo a morte tão ilustre e temida.
Minha saúde piorou, não agüentava mais as transfusões e aposto que todos os médicos daquele hospital já me reanimaram.Eu provavelmente superei todas as expectativas,já que no 9º derrame deveria ter perdido todos os movimento,mas acabei com uma pequena lesão nos nervos de minha perna.
Foi então que eles me deram o golpe de misericórdia.A tal chamada “injeção”, um veneno muito eficaz, que era aplicado em pacientes em estado terminal.
Todos temiam a tal burocracia,mas sabia que no fundo eles desejavam se livrar de mim.E do meu jeito doentio de olhar para o saco de soro.
No dia da minha tão esperada entrada na Parada Negra, Mom War ,Revenge,Fear e mais alguns ilustres convidados, estavam ao lado da enfermeira de cabelos negros que não parava de tremer.Alias, todos os médicos tremiam.Aquilo já estava me enchendo.
-Vamos lá!Matem-me logo!Aposto que querem me ver delirar enquanto o veneno age!
Foi então que a enfermeira,se mostrou corajosa e me deu o que eu queria.Foi uma picada dolorida,mas muito gratificante.
Tudo foi ficando preto,meio escuro...Mas tudo se clareou e os deliriois começaram.
Foi algo tão estranho!Eu via dois lugares diferentes...A sala branca e silenciosa, e a cidade cinzenta e barulhenta.De um lado pessoas, do outros seres estranhos e magníficos.De um lado silencio, do outro o rufar de tambores.E quando vi, já estava aqui.
Neste ambiente sem cor e melancólico, mas muito alegre.Ao lado de vários esqueletos e mulheres trajados especialmente para nossa marcha.
Eu também estava preparado: minha camisola hospitalar tinha uma bela medalha à lhe enfeitar,meus olhos ganharam um negro especial,que contrastava com a pálida aparência morta que ganhei.
-Eu nunca mais terei que me preocupar com nada,chega de soro,chega de falsos sorrisos complementados com palavras frias e cultas.Agora poderei me ver livre daquela cama...Livre de todos!
Uma felicidade me invadiu e me fez marchar também,com todos os outros participantes.
Título How this finish?
Autora:Chibi_cold_mari
Genero:Darkfic,Drama,Trágédia,Songfic.
How this finish?
Deveria começar pelo o meu nome.
Mas eu não me lembro.
Acho que é um mal comum entre os que estão do lado de cá.
Outra coisa da qual não me lembro é sobre minha vida.Não sei se tive uma família,se tive amigos,uma esposa,filhos,ou até mesmo colegas de bares...
Eu sempre estive tão acostumado com a solidão e com os remédios...O cheiro de soro e de talco usados no hospitais já fazem parte de mim,ou melhor,faziam.
Realmente, ao certo, não sei lhe dizer como morri...Foi algo estranho repentino, barulhento e silencioso.Consegue me entender?
Não, ninguém consegue.Nem mesmo eu.
Todos os médicos e enfermeiras que tiveram contato comigo sempre me diagnosticavam como louco.Não sou e nunca fui louco...Só porque eles não enxergavam eles.
Eles sempre estiveram ali, me fazendo companhia.Contando-me coisas sobre como é estar morto...Como enfermeiras podem deixar estranhos seres entrarem nos quartos dos pacientes?Estariam todos loucos?Ou somente eu?
Sempre fui uma pessoa de saúde frágil, e isso é fato.Sempre tive algo que apelidava de “parada”, era quando eu simplesmente perdia o fôlego e os sentidos.
Por causa disso, sempre soube que iria morrer logo.Mas não sabia como.
Os médicos diziam que era psicológico, outros diziam que era hereditário,outros ainda diziam que era puro fingimento meu.
Como eu poderia fingir ter derrames?Como eu poderia fingir vê-los?
Não acho que alguém seja capaz de se fingir e louco.Ou seria?
Não é que eu não gostasse de Mom War e de Revenge,é que eu não gostava de ser chamado de louco por causa deles...Consegue me entender?
Ainda me lembro do susto que eu tomei ao encontra-los ao lado de minha cama hospitalar.Também...Quem não iria se assustar com um esqueleto pomposo e uma mulher de mascara parados, olhando para você?
Foi logo depois de eu ter "o maior derrame que jamais ninguém iria ter",como foi apelidada minha experiência pós-morte.Totalmente um exagero...
-Olha lá, nosso mais novo seguidor está acordando!-Disse Mom War.
-Quem são vocês!?-Gritei assustado,se é que poderia gritar depois de um derrame.
-Somos os mortos que te levaram até a Parada Negra!Receba bem os seus anfitriões!-Exclamou Revenge.
-Parada Negra?Mas o que é isso?Vocês são alucinações!Me deixem em paz!-Gritei
Como uma alucinação iria me levantar da cama, e me deixar cair?Pois foi o que maldoso Revenge fez.Fazendo com que a agulha que ligava o soro a minha veia saísse, deixando vazar sangue pelo buraco criado por ela.
-Ele ainda não está pronto, seu coração ainda bate!Veja!- Exclamou Revenge.
-Isso é um fato.Senão seu sangue não estaria circulando por suas veias.Vamos logo!Temos muitos participantes para acolher!- Disse Mom War.
E assim eles me deixaram,tão rápido como em um flash sorrateiro.Logo depois de meus gritos assustados, a equipe de médicos chegaram,e ficaram apavorados ao ver que perdi sangue,mesmo sendo pouco.Afinal, sangue era algo que me dava muita dor de cabeça...Não é fácil de se encontrar o sangue tipo B negativo por aí,sabia?
Depois do episódio, eles me visitaram muitas vezes...Trazendo um pouco mais de vida(que ironia,um trocadilho tão cuel) em meus dias mais moribundos.era engraçado como Fear temia os barulhos dos saltos das enferemeiras a bater pelo piso de mámore gelado.
Pelo menos tive um pouco antes do fádigo mês, que traria consigo a morte tão ilustre e temida.
Minha saúde piorou, não agüentava mais as transfusões e aposto que todos os médicos daquele hospital já me reanimaram.Eu provavelmente superei todas as expectativas,já que no 9º derrame deveria ter perdido todos os movimento,mas acabei com uma pequena lesão nos nervos de minha perna.
Foi então que eles me deram o golpe de misericórdia.A tal chamada “injeção”, um veneno muito eficaz, que era aplicado em pacientes em estado terminal.
Todos temiam a tal burocracia,mas sabia que no fundo eles desejavam se livrar de mim.E do meu jeito doentio de olhar para o saco de soro.
No dia da minha tão esperada entrada na Parada Negra, Mom War ,Revenge,Fear e mais alguns ilustres convidados, estavam ao lado da enfermeira de cabelos negros que não parava de tremer.Alias, todos os médicos tremiam.Aquilo já estava me enchendo.
-Vamos lá!Matem-me logo!Aposto que querem me ver delirar enquanto o veneno age!
Foi então que a enfermeira,se mostrou corajosa e me deu o que eu queria.Foi uma picada dolorida,mas muito gratificante.
Tudo foi ficando preto,meio escuro...Mas tudo se clareou e os deliriois começaram.
Foi algo tão estranho!Eu via dois lugares diferentes...A sala branca e silenciosa, e a cidade cinzenta e barulhenta.De um lado pessoas, do outros seres estranhos e magníficos.De um lado silencio, do outro o rufar de tambores.E quando vi, já estava aqui.
Neste ambiente sem cor e melancólico, mas muito alegre.Ao lado de vários esqueletos e mulheres trajados especialmente para nossa marcha.
Eu também estava preparado: minha camisola hospitalar tinha uma bela medalha à lhe enfeitar,meus olhos ganharam um negro especial,que contrastava com a pálida aparência morta que ganhei.
-Eu nunca mais terei que me preocupar com nada,chega de soro,chega de falsos sorrisos complementados com palavras frias e cultas.Agora poderei me ver livre daquela cama...Livre de todos!
Uma felicidade me invadiu e me fez marchar também,com todos os outros participantes.
Todos juntos. Todos caminhando. Todos mortos. Todos cantando...
“Will carry on,will carry on!”
Longa vida à The Black Parade![b][i]
“Will carry on,will carry on!”
Longa vida à The Black Parade![b][i]
Última edição por chibi_cold_mari em 24/9/2008, 3:11 pm, editado 4 vezes

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Re: 5º Promoção - Poste seu capítulo aqui!!!!
Título: Memórias póstumas de um Paciente.
Autora: Ana Karenina Francio (akfrancio).
Beta-reader: akfrancio
Fandom: Nenhum personagem de banda aparece aqui.
POV: Narrador personagem (1ª pessoa) o Paciente no caso.
Shipper: Paciente e Sally.
Gênero: Standalone/One-shot.
Classificação: PG-13.
Capítulos: 01.
Disclaimer: A maioria dos personagens é retirada do álbum The Black Parade, com exceção de Justine e Sally.
Teaser: “Justine voltou sozinha. Não havia buscado enfermeira alguma, apenas não queria chorar na minha frente.”
“Eu não sei se é a morte, mais próxima, que me assusta ou o fato de vê-la amando um moribundo como eu. Deveria, agora, próximo ao meu sepulcro mentir mais uma vez? Justine nunca me amou em vida por que logo nessa subvida tortura-me com juras, que mais parecem injúrias?”
Justine: Amor você está acordado?
Paciente: Lógico. Não consigo dormir... Pesadelos. Você sabe disso.
Justine: Se você tomasse os...
Paciente: Remédios não me fazem mais efeitos querida. Porque não dorme?
Justine: Não é o único a ter pesadelos, sabes disso.
Paciente: Querida, seus pesadelos não são reais... Durma. Eu estarei ao seu lado.
Justine: Por que você insiste em fazer isso? Eu sou quem deveria ficar acordada velando seu sono! Não o oposto!
Paciente: Porque sou eu quem vai morrer, não você! E eu gosto de ficar te observando enquanto dormes.
Justine: Chega! Eu vou procurar alguma enfermeira que te faça dormir... Faz três dias que não dormes descentemente.
“Ela saiu em busca da Zoe. Nesse último mês eu e Justine sabíamos perfeitamente o nome de todos os funcionários e seus respectivos turnos no hospital. Os médicos, cheios de si, arrogantes, sempre tentavam mostrar compaixão, mas no fundo apenas queriam mostrar o quanto fomos idiotas de termos deixado um câncer evoluir daquela maneira. As enfermeiras... Nossa, as enfermeiras... Mulheres firmes, sempre estiveram lá nos momentos de fraqueza da Justine. Eu tenho que me lembrar de agradecê-las... Justine voltou sozinha. Não havia buscado enfermeira alguma, apenas não queria chorar na minha frente.”
Justine: O que estais escrevendo, música?
Paciente: Não...
Justine: Posso ler?
Paciente: Pode... Quando eu estiver morto.
“Ela abaixou sua cabeça após apagar as luzes. Logo o sono e o cansaço venceram-na, eu finalmente dormi.”
Julieta: Então?
Romeu: Então o que?
Julieta: Quer se casar comigo?
Romeu: Você sabe que eu não posso... Não me faça essa pergunta!
Julieta: Você me ama?
Romeu: Amo... –Sussurrando.
Julieta: Você me ama? –Aumentando o tom de voz.
Romeu: Eu te amo p*rra! –Berrando.
“Acordei com o meu próprio grito. Já era manhã, Justine não estava no meu quarto. Rezei. Rezei para que não voltasse. Se havia fantasma maior que a morte, Justine era ele. Sua presença me torturava, sua pena me apunhalava... E fazê-la sofrer era pior que qualquer reação a quimo...”
Paciente: Mama?
Mama: Ah meu filho...
Paciente: Quanto tempo?
Mama: Quanto tempo o que amor?
Paciente: Por quanto tempo delirei?
Mama: Três dias...
“Justine era apenas um delírio. Após as sessões de quimioterapia ela sempre aparecia. As únicas mulheres que me visitavam eram Sally (minha namorada, porém tínhamos terminado), minha mãe e minhas duas irmãs. Eu já não distinguia mais verdade de mentira, até que Sally a minha “Julieta” voltou...”
Paciente: Pensei que nunca voltaria...
Sally: Foi a pior coisa que eu fiz...
Paciente: Partir?
Sally: Exatamente... –Aproximando-se da cama.
Paciente: Eu... Eu...
Sally: Eu te amo. Eu te amo como eu te amava ontem.
Paciente: Não diga isso.
Sally: Por quê? Não queres morrer sabendo a verdade?
Paciente: Não. Não quero morrer e deixá-la. Eu estarei morto, mas você viva, e sofrendo...
Sally: Casa comigo? –Segurando firme na mão dele.
Paciente: Para que? Eu não tenho nem forças para te beijar...
Sally: Então deixa que eu te beije. Você me fez prometer que cumpriria todos os se últimos desejos... Então me deixe ter meu último desejo. Dê-me o seu nome, eu quero ser sua mulher nem que seja por uma noite...
Paciente: Por favor, não me peça isso... Você sabe que eu não sei te dizer não... –Deixando uma lágrima escapar.
Sally: Então não diga!
Paciente: Não quero deixar uma viúva...
Sally: Ok... Mas pelo menos pensa nisso?
Paciente: Você sabe que eu vou pensar... –Suspirando.
Sally: Agora durma querido... Os médicos disseram que quanto menos você dorme mais você delira.
“Era óbvio que eu queria dizer sim. Eu ia dizer sim... Por mais que me atormentasse. Eu a amava, a parte mais difícil disso tudo era deixá-la. Não era a dor ou as mentiras dos médicos... “Você terá uma morte tranqüila e confortável”... Aham, eu estou muito confortável mesmo. Eles vendem a morte como se fosse uma droga. Uma dose de LSD, um bolo de chocolate, uma comédia romântica... Não é. É uma indústria filha da p*ta que vai consumir seus dias, seus sonhos, suas forças, sua juventude...”
Paciente: Sally: -Ofegante.
Sally: O que foi querido?
Paciente: Vai acontecer de novo... –Desmaiando.
Sally: Enfermeira! –Saindo correndo.
Enfermeira: Taquicardia. 1 ml/kg de lidocaína e...
Sally: Por favor, hoje não... –Segurando fortemente sua mão.
“Minha terceira parada cardíaca naquele mês. Dessa vez só recobrei minha consciência após mais 2 ml/kg de lidocaína. Eu não agüentava mais, queria morrer...”
Paciente: Sally?
Sally: Fique quieto... Você precisa descansar...
Paciente: Eu quero morrer...
Sally: Mas...
Paciente: Lembra do que conversamos? Não agüento mais...
Sally: Ok... –Deixando uma lágrima escapar.
“Eu fechei meus olhos, estava fraco demais para deixá-los abertos. Depois me confessei. Eu tinha muitos pecados e ainda queria descobrir quem era a Justine dos meus delírios... Sally telefonou para o meu pai, estávamos brigados desde a minha primeira internação... E milagrosamente, ele veio.”
Mama: Ele está acordando.
Paciente: Eu não estava dormindo...
Mama: Querido, seu pai quer lhe falar...
Paciente: Papa?
Papa: Filho... –Emocionado.
Paciente: Perdoa-me?
Papa: Você é quem deve me perdoar...
“Abraçamos-nos. Choramos... Então finalmente adormeci.”
Mama: Sally você trouxe? –Suspirando.
Sally: Sim... –Deixando uma lágrima escapar.
Mama: Então vamos aproveitar que ele está dormindo.
Sally: Mas... –Chorando- E se ele...?
Papa: Se você não tem coragem deixa que eu faça... –Suspirando.
Sally: Não. Eu faço... Ele pediu para eu fazer.
“Suspirando Sally aproximou-se de mim e aplicou uma seringa, recém tirada de sua bolsa, contendo uma dose de morfina suficiente para me matar.”
Sally: Adeus amor... –Dando um selinho.
Paciente: Sally eu...
“Morri. Sem dizer que eu me casaria com ela. Não sei contabilizar quantas noites ela chorou pó culpa, ou saudade... Mas sei a alegria que ela teve ao descobrir que esperava um filho meu.”
_________________________________
Autora: Ana Karenina Francio (akfrancio).
Beta-reader: akfrancio
Fandom: Nenhum personagem de banda aparece aqui.
POV: Narrador personagem (1ª pessoa) o Paciente no caso.
Shipper: Paciente e Sally.
Gênero: Standalone/One-shot.
Classificação: PG-13.
Capítulos: 01.
Disclaimer: A maioria dos personagens é retirada do álbum The Black Parade, com exceção de Justine e Sally.
Teaser: “Justine voltou sozinha. Não havia buscado enfermeira alguma, apenas não queria chorar na minha frente.”
Capítulo I
The Hardest Part of This Is Leaving You
The Hardest Part of This Is Leaving You
“Eu não sei se é a morte, mais próxima, que me assusta ou o fato de vê-la amando um moribundo como eu. Deveria, agora, próximo ao meu sepulcro mentir mais uma vez? Justine nunca me amou em vida por que logo nessa subvida tortura-me com juras, que mais parecem injúrias?”
Justine: Amor você está acordado?
Paciente: Lógico. Não consigo dormir... Pesadelos. Você sabe disso.
Justine: Se você tomasse os...
Paciente: Remédios não me fazem mais efeitos querida. Porque não dorme?
Justine: Não é o único a ter pesadelos, sabes disso.
Paciente: Querida, seus pesadelos não são reais... Durma. Eu estarei ao seu lado.
Justine: Por que você insiste em fazer isso? Eu sou quem deveria ficar acordada velando seu sono! Não o oposto!
Paciente: Porque sou eu quem vai morrer, não você! E eu gosto de ficar te observando enquanto dormes.
Justine: Chega! Eu vou procurar alguma enfermeira que te faça dormir... Faz três dias que não dormes descentemente.
“Ela saiu em busca da Zoe. Nesse último mês eu e Justine sabíamos perfeitamente o nome de todos os funcionários e seus respectivos turnos no hospital. Os médicos, cheios de si, arrogantes, sempre tentavam mostrar compaixão, mas no fundo apenas queriam mostrar o quanto fomos idiotas de termos deixado um câncer evoluir daquela maneira. As enfermeiras... Nossa, as enfermeiras... Mulheres firmes, sempre estiveram lá nos momentos de fraqueza da Justine. Eu tenho que me lembrar de agradecê-las... Justine voltou sozinha. Não havia buscado enfermeira alguma, apenas não queria chorar na minha frente.”
Justine: O que estais escrevendo, música?
Paciente: Não...
Justine: Posso ler?
Paciente: Pode... Quando eu estiver morto.
“Ela abaixou sua cabeça após apagar as luzes. Logo o sono e o cansaço venceram-na, eu finalmente dormi.”
Julieta: Então?
Romeu: Então o que?
Julieta: Quer se casar comigo?
Romeu: Você sabe que eu não posso... Não me faça essa pergunta!
Julieta: Você me ama?
Romeu: Amo... –Sussurrando.
Julieta: Você me ama? –Aumentando o tom de voz.
Romeu: Eu te amo p*rra! –Berrando.
“Acordei com o meu próprio grito. Já era manhã, Justine não estava no meu quarto. Rezei. Rezei para que não voltasse. Se havia fantasma maior que a morte, Justine era ele. Sua presença me torturava, sua pena me apunhalava... E fazê-la sofrer era pior que qualquer reação a quimo...”
Paciente: Mama?
Mama: Ah meu filho...
Paciente: Quanto tempo?
Mama: Quanto tempo o que amor?
Paciente: Por quanto tempo delirei?
Mama: Três dias...
“Justine era apenas um delírio. Após as sessões de quimioterapia ela sempre aparecia. As únicas mulheres que me visitavam eram Sally (minha namorada, porém tínhamos terminado), minha mãe e minhas duas irmãs. Eu já não distinguia mais verdade de mentira, até que Sally a minha “Julieta” voltou...”
Paciente: Pensei que nunca voltaria...
Sally: Foi a pior coisa que eu fiz...
Paciente: Partir?
Sally: Exatamente... –Aproximando-se da cama.
Paciente: Eu... Eu...
Sally: Eu te amo. Eu te amo como eu te amava ontem.
Paciente: Não diga isso.
Sally: Por quê? Não queres morrer sabendo a verdade?
Paciente: Não. Não quero morrer e deixá-la. Eu estarei morto, mas você viva, e sofrendo...
Sally: Casa comigo? –Segurando firme na mão dele.
Paciente: Para que? Eu não tenho nem forças para te beijar...
Sally: Então deixa que eu te beije. Você me fez prometer que cumpriria todos os se últimos desejos... Então me deixe ter meu último desejo. Dê-me o seu nome, eu quero ser sua mulher nem que seja por uma noite...
Paciente: Por favor, não me peça isso... Você sabe que eu não sei te dizer não... –Deixando uma lágrima escapar.
Sally: Então não diga!
Paciente: Não quero deixar uma viúva...
Sally: Ok... Mas pelo menos pensa nisso?
Paciente: Você sabe que eu vou pensar... –Suspirando.
Sally: Agora durma querido... Os médicos disseram que quanto menos você dorme mais você delira.
“Era óbvio que eu queria dizer sim. Eu ia dizer sim... Por mais que me atormentasse. Eu a amava, a parte mais difícil disso tudo era deixá-la. Não era a dor ou as mentiras dos médicos... “Você terá uma morte tranqüila e confortável”... Aham, eu estou muito confortável mesmo. Eles vendem a morte como se fosse uma droga. Uma dose de LSD, um bolo de chocolate, uma comédia romântica... Não é. É uma indústria filha da p*ta que vai consumir seus dias, seus sonhos, suas forças, sua juventude...”
Paciente: Sally: -Ofegante.
Sally: O que foi querido?
Paciente: Vai acontecer de novo... –Desmaiando.
Sally: Enfermeira! –Saindo correndo.
Enfermeira: Taquicardia. 1 ml/kg de lidocaína e...
Sally: Por favor, hoje não... –Segurando fortemente sua mão.
“Minha terceira parada cardíaca naquele mês. Dessa vez só recobrei minha consciência após mais 2 ml/kg de lidocaína. Eu não agüentava mais, queria morrer...”
Paciente: Sally?
Sally: Fique quieto... Você precisa descansar...
Paciente: Eu quero morrer...
Sally: Mas...
Paciente: Lembra do que conversamos? Não agüento mais...
Sally: Ok... –Deixando uma lágrima escapar.
“Eu fechei meus olhos, estava fraco demais para deixá-los abertos. Depois me confessei. Eu tinha muitos pecados e ainda queria descobrir quem era a Justine dos meus delírios... Sally telefonou para o meu pai, estávamos brigados desde a minha primeira internação... E milagrosamente, ele veio.”
Mama: Ele está acordando.
Paciente: Eu não estava dormindo...
Mama: Querido, seu pai quer lhe falar...
Paciente: Papa?
Papa: Filho... –Emocionado.
Paciente: Perdoa-me?
Papa: Você é quem deve me perdoar...
“Abraçamos-nos. Choramos... Então finalmente adormeci.”
Mama: Sally você trouxe? –Suspirando.
Sally: Sim... –Deixando uma lágrima escapar.
Mama: Então vamos aproveitar que ele está dormindo.
Sally: Mas... –Chorando- E se ele...?
Papa: Se você não tem coragem deixa que eu faça... –Suspirando.
Sally: Não. Eu faço... Ele pediu para eu fazer.
“Suspirando Sally aproximou-se de mim e aplicou uma seringa, recém tirada de sua bolsa, contendo uma dose de morfina suficiente para me matar.”
Sally: Adeus amor... –Dando um selinho.
Paciente: Sally eu...
“Morri. Sem dizer que eu me casaria com ela. Não sei contabilizar quantas noites ela chorou pó culpa, ou saudade... Mas sei a alegria que ela teve ao descobrir que esperava um filho meu.”
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