Temporary Wounds
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Temporary Wounds
Relembrando a primeira mensagem :
Autora: Heather
Classificação Etária: 18+
Características: Linguagem explícita, conteúdo sexual, violência.
Personagens Principais: Frank, Ray, Dawn, Tony, Gerard, Mikey e Bob.
CAPÍTULO 1
Lá estava eu em choque, esperando na fila para conhecer minha banda favorita. Eu não conseguia acreditar que eu tinha conseguido uma chance de ir ao M&G*. Eu vim de tão longe para ver o MCR porque eu estava determinada a assisti-los ao vivo, e eu tinha plena certeza de que eles não iriam pra nenhum lugar perto de onde eu
moro. Quando uma pessoa me deu o passe, eu quase chorei. Pela primeira vez em
dias, eu havia parado de pensar em Tony. Nós tivemos uma briga antes de eu vir, ele disse que não queria que eu saísse da cidade para ir ao show, na verdade ele me proibiu veementemente de fazer isso. Eu tenho estado em relacionamentos controladores e abusivos, e eu não vou me envolver em outro de novo. Eu tenho certeza de que ele pôde ver na minha cara que eu não ia ficar remoendo aquela merda de briga durante minha viagem, mas eu também pude ver na cara dele aquele olhar familiar de um homem que está prestes a me bater. Eu não sou a mesma pessoa que eu era ano passado nessa mesma época, e isso é tudo por causa de 5 garotos que eu estava, literalmente, a segundos de distância para falar com eles pessoalmente. Se eu já pensava que eles me ajudaram antes, isso não era nada comparado ao que estava para acontecer.
Do final da fila, eu vi o topo das cabeças de Ray e Gerard. Eles realmente estavam lá... Gerard estava rindo de alguma coisa. Eu amo a risada dele. Quando eu assisto a entrevistas, ela sempre me fazer sorrir, e pessoalmente assim, ela era simplesmente maravilhosa. Eu quis rir também, mas não quis parecer uma idiota. Uma garota atrás de mim cutucou meu ombro e me trouxe de volta à realidade. Ela disse: "Hey, é o seu telefone tocando?". Ahhhh, droga! Prontamente eu o tirei do meu bolso, mas não reconheci o número, então eu ignorei. Ele tocou de novo, mesmo número, e eu percebi que o número possuía o mesmo código da área do estado em que eu estava. Relutantemente, eu abri o telefone e disse: "Alô?". A voz do outro lado da linha era agressiva e eu não a reconheci até ele dizer: “Você se esqueceu do que eu te disse sobre sair da cidade?". Afastando-me da fila para ter um pouco mais de privacidade, eu disse: "Não, e eu não acho que você se lembre do que eu disse sobre isso". Não houve nenhuma resposta por parte dele. Jesus Cristo! Eu pensei que isso fosse aquele tipo de coisa que só acontece naqueles filmes ruinzinhos de televisão. Eu estava tão assustada que esbarrei em um cara e ele caiu bem de bunda no chão. Era o Frank. Tony havia se recuperado e estava gritando todas as palavras que existem no dicionário pra mim, eu fechei o celular com força e desliguei-o.
“Ah, merda! Eu sinto muito!", eu disse choramingando enquanto ajudava Frank a ficar de pé. Nossa! Ele era realmente baixinho. Eu estava muito envergonhada e ele permanecia lá me fitando. Eu desejei que ele fosse se juntar com os outros caras da banda na mesa, estava sendo muito difícil encará-lo naquele momento. Eu não queria chorar na frente dele. Mas, ao invés de ele se virar e ir embora, ele me perguntou: "Você tá bem?". Tive que rir, mas eu não tinha lidado nem um pouco bem com aquela pergunta, ela sempre me faz chorar quando sei que não posso respondê-la honestamente. Disfarçando com um sorriso falso, eu disse: "Sim. Mas eu acabei de fazer com que você caísse de bunda. Acho que sou eu quem deveria estar te perguntando isso". Ele simplesmente continuou me encarando e eu não conseguia acreditar os quão gentis os olhos dele eram. "Bem, você parece preocupada", ele estava verdadeiramente interessado e isso fez meu coração se derreter. Eu queria
contar tudo a ele naquela hora, mas eu sabia que ele não tinha tempo pra isso,
então pigarriei e disse: "Eu tô bem, sim". Ele estava hesitante em se afastar de mim, mas ele não tinha escolha ao passo que o segurança e o resto da banda estavam gritando para que ele sentasse a bunda dele lá. Ele se virou para ir de encontro a eles e eu voltei para o meu lugar na fila. Estava começando a acontecer de novo... As brigas, os socos... Sou sempre eu quem escolhe isso ou o quê?
*M&G: é a sigla de Meet & Greet.
Temporary Wounds
Autora: Heather
Classificação Etária: 18+
Características: Linguagem explícita, conteúdo sexual, violência.
Personagens Principais: Frank, Ray, Dawn, Tony, Gerard, Mikey e Bob.
CAPÍTULO 1
Lá estava eu em choque, esperando na fila para conhecer minha banda favorita. Eu não conseguia acreditar que eu tinha conseguido uma chance de ir ao M&G*. Eu vim de tão longe para ver o MCR porque eu estava determinada a assisti-los ao vivo, e eu tinha plena certeza de que eles não iriam pra nenhum lugar perto de onde eu
moro. Quando uma pessoa me deu o passe, eu quase chorei. Pela primeira vez em
dias, eu havia parado de pensar em Tony. Nós tivemos uma briga antes de eu vir, ele disse que não queria que eu saísse da cidade para ir ao show, na verdade ele me proibiu veementemente de fazer isso. Eu tenho estado em relacionamentos controladores e abusivos, e eu não vou me envolver em outro de novo. Eu tenho certeza de que ele pôde ver na minha cara que eu não ia ficar remoendo aquela merda de briga durante minha viagem, mas eu também pude ver na cara dele aquele olhar familiar de um homem que está prestes a me bater. Eu não sou a mesma pessoa que eu era ano passado nessa mesma época, e isso é tudo por causa de 5 garotos que eu estava, literalmente, a segundos de distância para falar com eles pessoalmente. Se eu já pensava que eles me ajudaram antes, isso não era nada comparado ao que estava para acontecer.
Do final da fila, eu vi o topo das cabeças de Ray e Gerard. Eles realmente estavam lá... Gerard estava rindo de alguma coisa. Eu amo a risada dele. Quando eu assisto a entrevistas, ela sempre me fazer sorrir, e pessoalmente assim, ela era simplesmente maravilhosa. Eu quis rir também, mas não quis parecer uma idiota. Uma garota atrás de mim cutucou meu ombro e me trouxe de volta à realidade. Ela disse: "Hey, é o seu telefone tocando?". Ahhhh, droga! Prontamente eu o tirei do meu bolso, mas não reconheci o número, então eu ignorei. Ele tocou de novo, mesmo número, e eu percebi que o número possuía o mesmo código da área do estado em que eu estava. Relutantemente, eu abri o telefone e disse: "Alô?". A voz do outro lado da linha era agressiva e eu não a reconheci até ele dizer: “Você se esqueceu do que eu te disse sobre sair da cidade?". Afastando-me da fila para ter um pouco mais de privacidade, eu disse: "Não, e eu não acho que você se lembre do que eu disse sobre isso". Não houve nenhuma resposta por parte dele. Jesus Cristo! Eu pensei que isso fosse aquele tipo de coisa que só acontece naqueles filmes ruinzinhos de televisão. Eu estava tão assustada que esbarrei em um cara e ele caiu bem de bunda no chão. Era o Frank. Tony havia se recuperado e estava gritando todas as palavras que existem no dicionário pra mim, eu fechei o celular com força e desliguei-o.
“Ah, merda! Eu sinto muito!", eu disse choramingando enquanto ajudava Frank a ficar de pé. Nossa! Ele era realmente baixinho. Eu estava muito envergonhada e ele permanecia lá me fitando. Eu desejei que ele fosse se juntar com os outros caras da banda na mesa, estava sendo muito difícil encará-lo naquele momento. Eu não queria chorar na frente dele. Mas, ao invés de ele se virar e ir embora, ele me perguntou: "Você tá bem?". Tive que rir, mas eu não tinha lidado nem um pouco bem com aquela pergunta, ela sempre me faz chorar quando sei que não posso respondê-la honestamente. Disfarçando com um sorriso falso, eu disse: "Sim. Mas eu acabei de fazer com que você caísse de bunda. Acho que sou eu quem deveria estar te perguntando isso". Ele simplesmente continuou me encarando e eu não conseguia acreditar os quão gentis os olhos dele eram. "Bem, você parece preocupada", ele estava verdadeiramente interessado e isso fez meu coração se derreter. Eu queria
contar tudo a ele naquela hora, mas eu sabia que ele não tinha tempo pra isso,
então pigarriei e disse: "Eu tô bem, sim". Ele estava hesitante em se afastar de mim, mas ele não tinha escolha ao passo que o segurança e o resto da banda estavam gritando para que ele sentasse a bunda dele lá. Ele se virou para ir de encontro a eles e eu voltei para o meu lugar na fila. Estava começando a acontecer de novo... As brigas, os socos... Sou sempre eu quem escolhe isso ou o quê?
*M&G: é a sigla de Meet & Greet.


Purple_Star- Vampiro Energético

-

Número de Mensagens: 387
Idade: 21
Localização: Forks
Interesses: Passar em Cálculo II... ¬¬'
Ocupação: Convencer o Edward a me morder (6)
Fanlisting:
Preferido:
Data de inscrição: 09/06/2007
Re: Temporary Wounds
OMFG
Tony is a stupid man ¬¬'
call to frank Dawn
Tony is a stupid man ¬¬'
call to frank Dawn
-tathy- Hall da Fama

- Número de Mensagens: 5028
Data de inscrição: 13/06/2007

Re: Temporary Wounds
God!
Tony is a stupid man ¬¬' [2]
Girl! Call to Frank!!
Tony is a stupid man ¬¬' [2]
Girl! Call to Frank!!
*Bi@*- Sociedade dos Vampiros

- Número de Mensagens: 641
Data de inscrição: 08/06/2007
Re: Temporary Wounds
Carããããã!!! Tava lendo essa fic e só me fez comer as unhas!!! Q FDP esse Tony hein!? Será q o Super Frankie vai acabar com a raça desse mané???
Posta mais q eu AMAY!!! ♥
Ps: Se ela se matar eu dô na cara dela!!!

Posta mais q eu AMAY!!! ♥
Ps: Se ela se matar eu dô na cara dela!!!

Debbie- Vampiro Supremo

- Número de Mensagens: 3337
Data de inscrição: 14/08/2006

Re: Temporary Wounds
lol
Ah, o Tony tem q se mandado pra uma daquelas prisões onde os os estupradores tem tratamento especial.
Háháháháháhá!!!
Tadinha dela, é uma moça insegura, deve ter traumas.
O Frank ajuda a superar!

Post logo, please!
Ah, o Tony tem q se mandado pra uma daquelas prisões onde os os estupradores tem tratamento especial.
Háháháháháhá!!!
Tadinha dela, é uma moça insegura, deve ter traumas.
O Frank ajuda a superar!

Post logo, please!
Convidad- Convidado
Re: Temporary Wounds
O nome dele tinha q ser Tony??????
Aff ao cubo!!!!!!!
Aff ao cubo!!!!!!!
Mirelle da Silva Monteiro- Vampiros Matusálem

- Número de Mensagens: 3799
Data de inscrição: 17/11/2007

Re: Temporary Wounds
Heather- Vampiros Embrace

- Número de Mensagens: 5
Data de inscrição: 19/06/2008
Re: Temporary Wounds
Oh, que bom, estou feliz por ver que ainda está sendo postado. Obrigada por lerem!!Heather escreveu:Oh good I'm glad to see this is still getting posted Thanx for reading!!
Purple_Star- Vampiro Energético

- Número de Mensagens: 387
Data de inscrição: 09/06/2007
Re: Temporary Wounds
Debbie escreveu:Carããããã!!! Tava lendo essa fic e só me fez
comer as unhas!!! Q FDP esse Tony hein!? Será q o Super Frankie vai acabar com
a raça desse mané???
Posta mais q eu AMAY!!! ♥
Ps: Se ela se matar eu dô na cara dela!!!![]()
Duuuuuuuuuuuuuuude! I was reading this fic and and all I did was eat my nails!!! What a
son of a bitch that Tony is!? Will Super Frankie kick that jerk's ass???
Post more 'cause I loved it!!!
Ps.: If she kills herself I'll punch her on the face!!!

Vanessa Lazarin escreveu:lol
Ah, o Tony tem q se mandado pra uma daquelas prisões onde os os estupradores
tem tratamento especial.
Háháháháháhá!!!
Tadinha dela, é uma moça insegura, deve ter traumas.
O Frank ajuda a superar!
Post logo, please!
lol
Oh, Tony has to be sent to one of those jails where rapers have a "special
treatment".
Hahahahahaha!!!
Poor girl, she's an insecure lady, she has traumas.
Frank helps her to get over it!
Post soon, please!
Mirelle da Silva Monteiro escreveu:O nome dele tinha q ser Tony??????
Why his name has to be Tony???????
"Damn it"...
Purple_Star- Vampiro Energético

- Número de Mensagens: 387
Data de inscrição: 09/06/2007
Re: Temporary Wounds
Falaê, pessoal!!! Desculpem por demorar tanto de novo =/
Mas assim
como o verão está chegando, as provas finais estão também! Mas o pior
já passou e, graças a Deus, a última prova é amanhã !!!
Eu planejei postar o sexto capítulo hoje à noite, mas esqueci meu pen drive em casa!
Mas prometo que postarei nesse final de semana!!! E como a Heather disse: OBRIGADA POR LEREM!!!

Hey you guys! Sorry for taking so long again =/
But as long as Summer is coming, final exams are coming too! But the worst is gone and, thank God, the last exam is tomorrow!!!
I planned to post the sixth chapter tonight, but I forgot my pen drive at home!
But I promise I'll post it this weekend!!! And as Heather said THANKS FOR READING!

Mas assim
como o verão está chegando, as provas finais estão também! Mas o pior
já passou e, graças a Deus, a última prova é amanhã !!!
Eu planejei postar o sexto capítulo hoje à noite, mas esqueci meu pen drive em casa!
Mas prometo que postarei nesse final de semana!!! E como a Heather disse: OBRIGADA POR LEREM!!!

Hey you guys! Sorry for taking so long again =/
But as long as Summer is coming, final exams are coming too! But the worst is gone and, thank God, the last exam is tomorrow!!!
I planned to post the sixth chapter tonight, but I forgot my pen drive at home!
But I promise I'll post it this weekend!!! And as Heather said THANKS FOR READING!


Purple_Star- Vampiro Energético

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*Bi@*- Sociedade dos Vampiros

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Mirelle da Silva Monteiro- Vampiros Matusálem

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Data de inscrição: 17/11/2007

Re: Temporary Wounds
Okay, eu sei... Pisei na bola... Mas aqui estou eu!
E dessa vez postarei dois capítulos!
Divirtam-se!
{Okay, I know... My fault... But here I am!
And this time I'll post two chapters!
Have fun!}
CAPÍTULO 6
Frank [FLASH BACK]
Houve um violento estrondo lá
embaixo, seguida pelos gritos de meu pai e o choro de minha mãe enquanto
ele a atingia no rosto várias vezes seguidas. Mais um alto estrondo,
e o choro da minha mãe parou abruptamente. Aos cinco anos de idade
eu tinha me acostumado àquelas brigas. Às noites, minha mãe me mandava
brincar no meu quarto para que ele não descontasse em mim. Mas aquele
silêncio repentino me alarmou.
“Mamãe?”,
choraminguei eu, enquanto descia correndo as
escadas e escancarava as portas da cozinha, achando o corpo já sem
vida da minha mãe sobre o chão. Minha irmã de 15 anos, Kylie, com
as costas no canto da parede, lábio sangrando, estava gritando de terror
ante ao que meu pai acabara de fazer.
“Frankie, querido”, disse
ela, tentando parecer calma, “Você pode fazer algo pra mim, amorzinho?”.
Eu permanecia lá petrificado e assenti com a cabeça. Eu não sabia
onde meu pai estava, mas eu compreendi perfeitamente tudo o que acabara
de acontecer.
“Eu quero que você vá agora para a casa
do Mikey e do Gerard. Fique lá e brinque até eu ir te buscar. Você
pode fazer isso? Vá agora! Corra!”, ela implorou. Foi quando meu
pai chegou abrindo a porta de trás com força e me viu lá.
Ele sorriu. “Hey, carinha”,
ele disse, tentando parecer casual. Lágrimas percorreram pelo meu rosto
enquanto eu olhava da minha mãe para a face do meu pai, assistindo-o
tentar vir com uma explicação para o que eu estava vendo. Kylie continuava
implorando para que eu fosse, silenciosamente, enquanto ele estava de
costas para ela. Eu queria que ela viesse comigo, mas não havia como
ela passar por ele. Meu pai virou-se para ela e percebeu o que ela estava
tentando fazer. Ela gritou: “Vá agora, Frankie, eu ficarei bem. Saia
daqui!”.
Eu molhei minhas calças em mais
puro terror e o jeans aderiu à minha pele enquanto eu me virei e corri
tão rápido que eu pensei que minhas pernas fossem quebrar. Eu abri
a porta com força e voei por sobre a varanda, sem meus pés tocarem
nenhum dos degraus, passei como um raio ao longo do jardim da frente
da casa dos Way e eu mesmo me joguei contra a porta deles, deslizando
até o chão e me encolhendo até parecer uma pequena bola.
A porta foi aberta por Gerard,
que pensou que eu estava só brincando. Ele riu e disse: “O que é
que você tá fazendo, seu boboca?”. Ele então viu meu rosto manchado
pelas lágrimas e as minhas calças molhadas. Ele ficou boquiaberto.
“Mamãe! Papai!”, ele gritou
em choque, “Alguma coisa aconteceu com o Frank!”. O Sr. e Srª.
Way vieram correndo. A Srª. Way se ajoelhou e pôs suas mãos sobre
o meu rosto, “Querido, o que está acontecendo?”. Eu não conseguia
falar, não conseguia ao menos respirar. Eu só sentei lá, soluçando
freneticamente, eu estava mal. “Oh, meu querido”, suspirou ela enquanto
me colocava em seus braços e me carregava para dentro de sua casa.
O Sr. Way pôs seu casaco e estava de saída para ver o que estava acontecendo
na minha casa quando balancei minha cabeça negativamente para ele.
“Não!”, rugi eu. A Srª. Way acariciou meu cabelo. “Shhhhhh...
Tá tudo bem”, sussurrou ela, “Qual o problema, querido? Você pode
me dizer”. Eu balancei minha cabeça negativamente e entrei em pânico
de novo. Mikey, quem tem sido meu melhor amigo desde quando começamos
a andar, apareceu por trás de sua mãe olhando aterrorizado para mim,
seus olhos estavam imensos. A Srª. Way pediu para que Gerard o tirasse
da sala para me poupar da humilhação de tê-lo olhando para mim daquele
jeito. Os dois foram para o quarto.
A Srª. Way me abraçou forte
por um tempo, o que pareceu durar horas. Ela não me pediu para contá-la
o que aconteceu novamente. Pela primeira vez, finalmente, parei de chorar.
Ela me levou para o banheiro, me deu banho e me vestiu com uma roupa
do Mikey. Eu parecia dopado enquanto ela me sentou em seu colo, Mikey
e Gerard sentaram perto de nós e todos nós sentamos em silêncio para
ouvir do pai deles o que havia acontecido.
Eu caí no sono com Mikey sendo
super gentil, mesmo naquela idade, segurando minha mão; e Gerard, que
sempre me tratou como seu próprio irmão mais novo, manteve sua mão
sobre meu ombro.
Eu acordei um tempo depois com
o barulho do telefone tocando, a Srª. Way me pôs entre seus dois filhos
e foi atender a chamada. Houve uma entrada cortante de ar em meus pulmões
quando ela me olhou, então houve uma batida na porta, era um policial
seguido pelo Sr. Way. Ele veio até mim e me pegou pela mão. “Oi,
Frankie”, disse ele gentilmente, eu só olhei-o de volta. “Você
vai passar essa noite aqui com os seus amigos. Você gostaria disso?”,
eu não me movi, “Sua irmã está indo para o hospital”, prosseguiu
ele, mas antes que ele pudesse terminar, eu me levantei e corri para
fora.
Havia duas
ambulâncias, meu pai estava algemado e sendo empurrado para dentro
de uma das muitas viaturas. Kylie estava sentada na traseira de uma
ambulância, com uma coberta envolvendo-a. Na outra ambulância, estavam
carregando uma maca, coberta com um lençol branco.
Eu tentei segui-los quando eles
fecharam as portas e começaram a ir embora, mas a Srª. segurou-me
ao redor de sua cintura. Ela me manteve fortemente próximo a ela enquanto
eu me lamentava e me contorcia até não poder mais.
Frank P.O.V.
Eu não tinha certeza do quanto eu havia dormido,
mas o ônibus estava parado e parecia estar vazio. Não havia sido um
sono muito tranqüilo, coisas em que eu não havia pensado há anos
estavam voltando à minha mente.
Ouvi duas vozes abafadas do lado de fora do ônibus,
as portas se abriram e Mikey e Gerard entraram. Percebendo que eu estava
acordado, Mikey sorriu-me delicadamente e eu o retribuí com um sorriso
fraco.
“Novidades?”, perguntou Gerard. Eu chequei no
meu telefone e balancei a cabeça negativamente. “Que horas são?”,
perguntei. “Ainda é de manhã”, respondeu Gerard, “Você não
dormiu muito”. Eu disquei o número de Dawn de novo. Sem resposta.
Eu não podia me permitir mais uma mensagem de voz. Então desliguei
e enviei outra mensagem de texto.
Eles me encararam simpaticamente e sentaram-se, um
de cada lado meu. Ninguém falou nada por um momento. Então Mikey deu-me
seu olhar afiado e disse: “Você tá um caco, cara”. “É, valeu”,
sorri largamente de modo forçado, sarcasticamente. Mas ele não parou
de me encarar, “Cara, eu tô falando sério. Todos nós estamos realmente
preocupados com você. Nenhum de nós faz idéia do tipo de coisa dolorosa
que passa pela sua cabeça agora, mas, por favor, não se dê por vencido”.
Ele estava certo, essa não era a hora para eu terminar numa cela em
forma de beliche. Eu engoli a seco e grunhindo, “Eu não vou me dar
por vencido, eu só... Não sei”. Eu senti lágrimas machucando meus
olhos de novo, mas eu não podia chorar. Pressionei meus dedos com força
contra meus olhos para impedi-las mais uma vez.
Eu me levantei e de alguma forma me senti mais exausto
do que antes de dormir. Gerard me puxou para um forte abraço. “Cara,
você tem que se permitir chorar”, disse ele me adulando, “Acredite
quando eu te digo que isso te fará se sentir melhor”. Eu mordi meu
lábio e me afastei, acenando negativamente com a cabeça. “Okay”,
disse ele, “Não consegui te convencer, mas agora você precisa se
deitar e tentar relaxar, okay?”. Aquilo soou bem. Rastejei até o
beliche e acho que peguei no sono antes mesmo de me encostar ao travesseiro,
mas senti alguém tirar meus sapatos e, mais uma vez, me cobrir enquanto
eu pegava num sono um pouco mais revigorador.
E dessa vez postarei dois capítulos!
Divirtam-se!
{Okay, I know... My fault... But here I am!
And this time I'll post two chapters!
Have fun!}
CAPÍTULO 6
Frank [FLASH BACK]
Houve um violento estrondo lá
embaixo, seguida pelos gritos de meu pai e o choro de minha mãe enquanto
ele a atingia no rosto várias vezes seguidas. Mais um alto estrondo,
e o choro da minha mãe parou abruptamente. Aos cinco anos de idade
eu tinha me acostumado àquelas brigas. Às noites, minha mãe me mandava
brincar no meu quarto para que ele não descontasse em mim. Mas aquele
silêncio repentino me alarmou.
“Mamãe?”,
choraminguei eu, enquanto descia correndo as
escadas e escancarava as portas da cozinha, achando o corpo já sem
vida da minha mãe sobre o chão. Minha irmã de 15 anos, Kylie, com
as costas no canto da parede, lábio sangrando, estava gritando de terror
ante ao que meu pai acabara de fazer.
“Frankie, querido”, disse
ela, tentando parecer calma, “Você pode fazer algo pra mim, amorzinho?”.
Eu permanecia lá petrificado e assenti com a cabeça. Eu não sabia
onde meu pai estava, mas eu compreendi perfeitamente tudo o que acabara
de acontecer.
“Eu quero que você vá agora para a casa
do Mikey e do Gerard. Fique lá e brinque até eu ir te buscar. Você
pode fazer isso? Vá agora! Corra!”, ela implorou. Foi quando meu
pai chegou abrindo a porta de trás com força e me viu lá.
Ele sorriu. “Hey, carinha”,
ele disse, tentando parecer casual. Lágrimas percorreram pelo meu rosto
enquanto eu olhava da minha mãe para a face do meu pai, assistindo-o
tentar vir com uma explicação para o que eu estava vendo. Kylie continuava
implorando para que eu fosse, silenciosamente, enquanto ele estava de
costas para ela. Eu queria que ela viesse comigo, mas não havia como
ela passar por ele. Meu pai virou-se para ela e percebeu o que ela estava
tentando fazer. Ela gritou: “Vá agora, Frankie, eu ficarei bem. Saia
daqui!”.
Eu molhei minhas calças em mais
puro terror e o jeans aderiu à minha pele enquanto eu me virei e corri
tão rápido que eu pensei que minhas pernas fossem quebrar. Eu abri
a porta com força e voei por sobre a varanda, sem meus pés tocarem
nenhum dos degraus, passei como um raio ao longo do jardim da frente
da casa dos Way e eu mesmo me joguei contra a porta deles, deslizando
até o chão e me encolhendo até parecer uma pequena bola.
A porta foi aberta por Gerard,
que pensou que eu estava só brincando. Ele riu e disse: “O que é
que você tá fazendo, seu boboca?”. Ele então viu meu rosto manchado
pelas lágrimas e as minhas calças molhadas. Ele ficou boquiaberto.
“Mamãe! Papai!”, ele gritou
em choque, “Alguma coisa aconteceu com o Frank!”. O Sr. e Srª.
Way vieram correndo. A Srª. Way se ajoelhou e pôs suas mãos sobre
o meu rosto, “Querido, o que está acontecendo?”. Eu não conseguia
falar, não conseguia ao menos respirar. Eu só sentei lá, soluçando
freneticamente, eu estava mal. “Oh, meu querido”, suspirou ela enquanto
me colocava em seus braços e me carregava para dentro de sua casa.
O Sr. Way pôs seu casaco e estava de saída para ver o que estava acontecendo
na minha casa quando balancei minha cabeça negativamente para ele.
“Não!”, rugi eu. A Srª. Way acariciou meu cabelo. “Shhhhhh...
Tá tudo bem”, sussurrou ela, “Qual o problema, querido? Você pode
me dizer”. Eu balancei minha cabeça negativamente e entrei em pânico
de novo. Mikey, quem tem sido meu melhor amigo desde quando começamos
a andar, apareceu por trás de sua mãe olhando aterrorizado para mim,
seus olhos estavam imensos. A Srª. Way pediu para que Gerard o tirasse
da sala para me poupar da humilhação de tê-lo olhando para mim daquele
jeito. Os dois foram para o quarto.
A Srª. Way me abraçou forte
por um tempo, o que pareceu durar horas. Ela não me pediu para contá-la
o que aconteceu novamente. Pela primeira vez, finalmente, parei de chorar.
Ela me levou para o banheiro, me deu banho e me vestiu com uma roupa
do Mikey. Eu parecia dopado enquanto ela me sentou em seu colo, Mikey
e Gerard sentaram perto de nós e todos nós sentamos em silêncio para
ouvir do pai deles o que havia acontecido.
Eu caí no sono com Mikey sendo
super gentil, mesmo naquela idade, segurando minha mão; e Gerard, que
sempre me tratou como seu próprio irmão mais novo, manteve sua mão
sobre meu ombro.
Eu acordei um tempo depois com
o barulho do telefone tocando, a Srª. Way me pôs entre seus dois filhos
e foi atender a chamada. Houve uma entrada cortante de ar em meus pulmões
quando ela me olhou, então houve uma batida na porta, era um policial
seguido pelo Sr. Way. Ele veio até mim e me pegou pela mão. “Oi,
Frankie”, disse ele gentilmente, eu só olhei-o de volta. “Você
vai passar essa noite aqui com os seus amigos. Você gostaria disso?”,
eu não me movi, “Sua irmã está indo para o hospital”, prosseguiu
ele, mas antes que ele pudesse terminar, eu me levantei e corri para
fora.
Havia duas
ambulâncias, meu pai estava algemado e sendo empurrado para dentro
de uma das muitas viaturas. Kylie estava sentada na traseira de uma
ambulância, com uma coberta envolvendo-a. Na outra ambulância, estavam
carregando uma maca, coberta com um lençol branco.
Eu tentei segui-los quando eles
fecharam as portas e começaram a ir embora, mas a Srª. segurou-me
ao redor de sua cintura. Ela me manteve fortemente próximo a ela enquanto
eu me lamentava e me contorcia até não poder mais.
Frank P.O.V.
Eu não tinha certeza do quanto eu havia dormido,
mas o ônibus estava parado e parecia estar vazio. Não havia sido um
sono muito tranqüilo, coisas em que eu não havia pensado há anos
estavam voltando à minha mente.
Ouvi duas vozes abafadas do lado de fora do ônibus,
as portas se abriram e Mikey e Gerard entraram. Percebendo que eu estava
acordado, Mikey sorriu-me delicadamente e eu o retribuí com um sorriso
fraco.
“Novidades?”, perguntou Gerard. Eu chequei no
meu telefone e balancei a cabeça negativamente. “Que horas são?”,
perguntei. “Ainda é de manhã”, respondeu Gerard, “Você não
dormiu muito”. Eu disquei o número de Dawn de novo. Sem resposta.
Eu não podia me permitir mais uma mensagem de voz. Então desliguei
e enviei outra mensagem de texto.
Eles me encararam simpaticamente e sentaram-se, um
de cada lado meu. Ninguém falou nada por um momento. Então Mikey deu-me
seu olhar afiado e disse: “Você tá um caco, cara”. “É, valeu”,
sorri largamente de modo forçado, sarcasticamente. Mas ele não parou
de me encarar, “Cara, eu tô falando sério. Todos nós estamos realmente
preocupados com você. Nenhum de nós faz idéia do tipo de coisa dolorosa
que passa pela sua cabeça agora, mas, por favor, não se dê por vencido”.
Ele estava certo, essa não era a hora para eu terminar numa cela em
forma de beliche. Eu engoli a seco e grunhindo, “Eu não vou me dar
por vencido, eu só... Não sei”. Eu senti lágrimas machucando meus
olhos de novo, mas eu não podia chorar. Pressionei meus dedos com força
contra meus olhos para impedi-las mais uma vez.
Eu me levantei e de alguma forma me senti mais exausto
do que antes de dormir. Gerard me puxou para um forte abraço. “Cara,
você tem que se permitir chorar”, disse ele me adulando, “Acredite
quando eu te digo que isso te fará se sentir melhor”. Eu mordi meu
lábio e me afastei, acenando negativamente com a cabeça. “Okay”,
disse ele, “Não consegui te convencer, mas agora você precisa se
deitar e tentar relaxar, okay?”. Aquilo soou bem. Rastejei até o
beliche e acho que peguei no sono antes mesmo de me encostar ao travesseiro,
mas senti alguém tirar meus sapatos e, mais uma vez, me cobrir enquanto
eu pegava num sono um pouco mais revigorador.

Purple_Star- Vampiro Energético

-

Número de Mensagens: 387
Idade: 21
Localização: Forks
Interesses: Passar em Cálculo II... ¬¬'
Ocupação: Convencer o Edward a me morder (6)
Fanlisting:
Preferido:
Data de inscrição: 09/06/2007
Re: Temporary Wounds
CAPÍTULO 7
Dawn P.O.V.
Na hora do show da noite seguinte, eu tremia de medo
e de dolorosa exaustão. Eu estava certa de que Tony saberia onde me
achar e de que ele poderia aparecer a qualquer momento, ele estaria
furioso por eu ter deixado o hotel.
Eu me afastei quando os meninos subiram ao palco,
para que eles não me vissem. Frank aparentava estar desgastado e senti
um sabor de culpa à medida que eu me perguntava se eu tinha algo a
ver com aquilo. Ele havia enviado mais algumas mensagens ao longo do
dia e tentei contactá-lo, mas não me permiti apertar o botão de enviar
uma vez que o número estava discado no visor. Mas à medida que o dia
se seguiu, começou a cair a ficha de que eu não tinha lugar algum
a ir. E comecei a admitir para mim mesma que talvez eu pudesse usufruir
da ajuda deles, se eles ainda quisessem. Eu realmente não poderia culpá-los
se eles me mandassem pro inferno uma vez que os deixei o dia inteiro
preocupados.
Sem prestar muita atenção ao meu redor, acabei sendo
puxada para uma rodinha onde empurravam quem estivesse no centro. Mesmo
em um bom dia, nunca soube lidar com essas rodinhas punk. Eles me aterrorizariam
exponencialmente, a não ser que eu fosse para frente onde eu poderia
me agarrar a algo. E lá estava aquele cheiro de suor e bebida arrastando-se
pela multidão. Até que alguém percebeu que algo estava errado e tentou
me tirar dali, eu estava quase inconsciente. Eu senti meu corpo sendo
elevado à altura da cabeça das pessoas e sendo levado em direção
ao palco. E justamente quando eu estava saindo da multidão para os
seguranças, eu entrei em colapso.
Frank P.O.V.
Eu me virei bem na hora em
que o corpo desfalecido dela estava sendo carregado para o backstage. Eu fui tomado pelo alívio, e embora eu percebesse
que ela estava bastante machucada, ela ainda estava viva e ficaria bem.
O show terminou e eu permanecia com ela no backstage
até que ela voltasse a si. Eu poderia afirmar com toda a certeza de
que alguma coisa estava muito, muito errada quando ela acordou. Havia
um olhar de animal enjaulado nela. Ela pulou e parecia que fugiria a
qualquer momento, então me aproximei dela. Isso não teve importância,
pois a garota que me fez perder o sono e que quase me deixou louco de
preocupação estava sentada bem onde eu podia ver que ela estaria a
salvo. Ela estava esgotada e eu tinha absoluta certeza de que ela havia
sofrido mais injúrias do que antes. Mas seu eu pudesse fazer algo,
isso nunca aconteceria de novo!
Dawn P.O.V.
Acordei, não sei quanto tempo
depois, com Frank me encarando como se ele estivesse vendo um fantasma.
Eu sorri e tentei me sentar, mas ele levantou a mão e gentilmente fez com que eu
voltasse a deitar. Eu me retraí quando ele pressionou meu corpo dolorido.
“Desculpe!!!”, ofegou ele, “Eu te machuquei?”.
“Não, tá tudo bem”, disse eu, “Olha, me desculpe
por não te telefonar ou retornar suas ligações...”.
“Shhh...”, ele me interrompeu, “Não se preocupe,
devo admitir que eu fiquei bravo por um momento, mas tendo você aqui,
isso já não importa mais. Estou muito feliz por ver que está em segurança”.
Ante àquelas palavras, lágrimas jorraram dos meus olhos e eu desmoronei
chorando ruidosamente. Ele não disse nada, mas sentou-se lá até eu
me acalmar, então ele veio me tomar em seus braços, porém me retraí
e me afastei. Ele parou de estender-se em direção a mim e a preocupação
foi desenhada em seu rosto quando me prendeu em sua contemplação:
“Posso te perguntar algo pessoal?”. Assenti com a cabeça. “Ele
voltou depois que você foi embora, não foi?”. Eu enterrei meu rosto
em minhas mãos e assenti novamente. Eu não queria contá-lo nada,
mas de alguma forma me peguei dizendo tudo o que havia acontecido a
ele. Uma vez que começo a falar, não consigo parar. O rosto dele se
escurecia a cada detalhe, mas ele permaneceu quieto até eu terminar
de falar. Ele me perguntou se algo como aquilo já havia me acontecido
antes. Eu balancei minha cabeça negativamente, “Não, não com o
Tony. Até ontem, ele nunca havia feito nada para me machucar, mas...”.
“Outros, sim”, disse ele, aquilo realmente não
fora uma pergunta. Parecia que aquilo era algo que ele podia enxergar
em mim.
Nós conversamos por um bom tempo, ele me contou sobre
a mãe dele e de como ele havia passado de lar adotivo a lar adotivo,
depois que ela morreu. O pai dele ainda estava preso e ele mencionou
sobre uma irmã mais velha resumidamente, mas quando eu perguntei mais
sobre ela isso pareceu ser um assunto sensível, então deixei pra lá.
Parecia que tínhamos coisas em comum, eu também havia sido jogada
a diferentes lares adotivos ao longo da minha infância. Ele me contou
sobre como os Way queriam adotá-lo no início, mas havia toda a burocracia
pela qual eles tinham que passar, enquanto o sistema “que sempre tem
as melhores intenções no coração” [ele disse isso revirando os
olhos] o colocava, algumas vezes, em lares abusivos e negligentes, mas
em outras vezes ele conseguia ir para algum lugar bom e, por uma razão
ou outra, nunca ficou nesses lugares por muito tempo. Um desses lugares
foi com a família de Ray que já vinha acolhendo crianças adotivas
há anos. Frank tinha sete anos quando foi colocado com eles pela primeira
vez e ele e Ray têm sido amigos desde então. Ray o deu algumas roupas
que não estavam completamente aos trapos e esfarrapadas; e sempre procurou
saber para onde ele tinha sido recolocado o máximo que podia. Às vezes,
Frank dava sorte e ele e sua irmã eram colocados num mesmo lugar. Ela
também tentou ao máximo saber o paradeiro dela até ela completar
18 anos, quando ela foi colocada para fora do sistema. Ele mudou de
assunto nessa parte e voltou a falar da família de Gerard e Mikey.
Os Way sempre fizeram questão de ter certeza de que
Frank teria um modo de contatá-los, caso precisasse deles. E, finalmente,
quando ele tinha 15 anos, eles venceram o sistema e estavam aptos para
adotá-lo legalmente. Ele sorriu quando falou sobre eles. Eles sempre
foram a única coisa estável na vida dele e eles sempre se esforçaram
para manter isso assim. Quase com lágrimas nos olhos, ele disse: “Eu
não sei onde estaria agora sem eles”.
Nossa conversa terminou por
Bob, que enfiou a cabeça no cômodo para saber se estava tudo bem,
e por Worm que nos disse que já estávamos de saída. Frank e Bob me
ajudaram a ficar de pé, eu os agradeci e me virei para ir embora. Frank
levantou o braço, sem se importar se iria me assustar dessa vez e disse:
“Você está fora de si se acha que eu vou deixar você sair das minhas
vistas para se machucar de novo”. Normalmente, um movimento como esse
iria me assustar, mas eu me rendi ao cansaço e o deixei me guiar até
o ônibus, que nos levou até ao hotel.
No hotel, Frank me perguntou se eu havia telefonado
para a polícia para denunciar Tony, eu neguei com a cabeça. “Querida,
você tem que ferrar aquele idiota para que ele não possa fazer isso
a você de novo”, disse Frank. “Não posso”, eu disse. “Por
que?”, ele indagou, “Olhe para você, não há um pedacinho em você
que não esteja roxo”.
“Isso nunca funciona”, eu chorei, “Eles sempre
dão um jeito de se livrar e sempre voltam a mim muito pior do que antes”.
“Você tem testemunhas agora”, ele disse, mas
me percebeu quase entrando em pânico de novo e desistiu por um tempo.
Ele sentou-se perto de mim na cama e eu recuei, ele não se moveu, mas
não me senti ameaçada por isso, então me deitei na cama e peguei
no sono, como ele dormindo próximo a mim.
Nós fomos acordados, por volta das três da manhã,
por uma batida violenta na porta. Frank resmungou alguma coisa no travesseiro
e sentou-se rápido, ambos estávamos olhando para a porta. Eu tinha
a absoluta certeza de quem seria, então deslizei para fora da cama
e olhei através do olho mágico justamente quando Tony socou a porta
de novo. Eu engoli a seco e olhei para Frank. “É ele!”, eu disse
tremendo. Frank se levantou e foi abrir a porta.
“Não!”, eu disse desesperada enquanto eu o agarrei
pela cintura e tentei faze-lo voltar. “Não se preocupe”, ele disse
acalmando-me, “Ele não vai te machucar essa noite”.
“Você não tá entendendo. Ele vai machucar VOCÊ,
para me pegar. Eu não quero que você se machuque”. Ele levantou
as mãos e eu o soltei, mas ele me pegou e me colocou perto dele, enxugando
as minhas lágrimas com a outra mão e sussurrando: “Apenas fique
tranqüila, tudo vai ficar bem”.
Dawn P.O.V.
Na hora do show da noite seguinte, eu tremia de medo
e de dolorosa exaustão. Eu estava certa de que Tony saberia onde me
achar e de que ele poderia aparecer a qualquer momento, ele estaria
furioso por eu ter deixado o hotel.
Eu me afastei quando os meninos subiram ao palco,
para que eles não me vissem. Frank aparentava estar desgastado e senti
um sabor de culpa à medida que eu me perguntava se eu tinha algo a
ver com aquilo. Ele havia enviado mais algumas mensagens ao longo do
dia e tentei contactá-lo, mas não me permiti apertar o botão de enviar
uma vez que o número estava discado no visor. Mas à medida que o dia
se seguiu, começou a cair a ficha de que eu não tinha lugar algum
a ir. E comecei a admitir para mim mesma que talvez eu pudesse usufruir
da ajuda deles, se eles ainda quisessem. Eu realmente não poderia culpá-los
se eles me mandassem pro inferno uma vez que os deixei o dia inteiro
preocupados.
Sem prestar muita atenção ao meu redor, acabei sendo
puxada para uma rodinha onde empurravam quem estivesse no centro. Mesmo
em um bom dia, nunca soube lidar com essas rodinhas punk. Eles me aterrorizariam
exponencialmente, a não ser que eu fosse para frente onde eu poderia
me agarrar a algo. E lá estava aquele cheiro de suor e bebida arrastando-se
pela multidão. Até que alguém percebeu que algo estava errado e tentou
me tirar dali, eu estava quase inconsciente. Eu senti meu corpo sendo
elevado à altura da cabeça das pessoas e sendo levado em direção
ao palco. E justamente quando eu estava saindo da multidão para os
seguranças, eu entrei em colapso.
Frank P.O.V.
Eu me virei bem na hora em
que o corpo desfalecido dela estava sendo carregado para o backstage. Eu fui tomado pelo alívio, e embora eu percebesse
que ela estava bastante machucada, ela ainda estava viva e ficaria bem.
O show terminou e eu permanecia com ela no backstage
até que ela voltasse a si. Eu poderia afirmar com toda a certeza de
que alguma coisa estava muito, muito errada quando ela acordou. Havia
um olhar de animal enjaulado nela. Ela pulou e parecia que fugiria a
qualquer momento, então me aproximei dela. Isso não teve importância,
pois a garota que me fez perder o sono e que quase me deixou louco de
preocupação estava sentada bem onde eu podia ver que ela estaria a
salvo. Ela estava esgotada e eu tinha absoluta certeza de que ela havia
sofrido mais injúrias do que antes. Mas seu eu pudesse fazer algo,
isso nunca aconteceria de novo!
Dawn P.O.V.
Acordei, não sei quanto tempo
depois, com Frank me encarando como se ele estivesse vendo um fantasma.
Eu sorri e tentei me sentar, mas ele levantou a mão e gentilmente fez com que eu
voltasse a deitar. Eu me retraí quando ele pressionou meu corpo dolorido.
“Desculpe!!!”, ofegou ele, “Eu te machuquei?”.
“Não, tá tudo bem”, disse eu, “Olha, me desculpe
por não te telefonar ou retornar suas ligações...”.
“Shhh...”, ele me interrompeu, “Não se preocupe,
devo admitir que eu fiquei bravo por um momento, mas tendo você aqui,
isso já não importa mais. Estou muito feliz por ver que está em segurança”.
Ante àquelas palavras, lágrimas jorraram dos meus olhos e eu desmoronei
chorando ruidosamente. Ele não disse nada, mas sentou-se lá até eu
me acalmar, então ele veio me tomar em seus braços, porém me retraí
e me afastei. Ele parou de estender-se em direção a mim e a preocupação
foi desenhada em seu rosto quando me prendeu em sua contemplação:
“Posso te perguntar algo pessoal?”. Assenti com a cabeça. “Ele
voltou depois que você foi embora, não foi?”. Eu enterrei meu rosto
em minhas mãos e assenti novamente. Eu não queria contá-lo nada,
mas de alguma forma me peguei dizendo tudo o que havia acontecido a
ele. Uma vez que começo a falar, não consigo parar. O rosto dele se
escurecia a cada detalhe, mas ele permaneceu quieto até eu terminar
de falar. Ele me perguntou se algo como aquilo já havia me acontecido
antes. Eu balancei minha cabeça negativamente, “Não, não com o
Tony. Até ontem, ele nunca havia feito nada para me machucar, mas...”.
“Outros, sim”, disse ele, aquilo realmente não
fora uma pergunta. Parecia que aquilo era algo que ele podia enxergar
em mim.
Nós conversamos por um bom tempo, ele me contou sobre
a mãe dele e de como ele havia passado de lar adotivo a lar adotivo,
depois que ela morreu. O pai dele ainda estava preso e ele mencionou
sobre uma irmã mais velha resumidamente, mas quando eu perguntei mais
sobre ela isso pareceu ser um assunto sensível, então deixei pra lá.
Parecia que tínhamos coisas em comum, eu também havia sido jogada
a diferentes lares adotivos ao longo da minha infância. Ele me contou
sobre como os Way queriam adotá-lo no início, mas havia toda a burocracia
pela qual eles tinham que passar, enquanto o sistema “que sempre tem
as melhores intenções no coração” [ele disse isso revirando os
olhos] o colocava, algumas vezes, em lares abusivos e negligentes, mas
em outras vezes ele conseguia ir para algum lugar bom e, por uma razão
ou outra, nunca ficou nesses lugares por muito tempo. Um desses lugares
foi com a família de Ray que já vinha acolhendo crianças adotivas
há anos. Frank tinha sete anos quando foi colocado com eles pela primeira
vez e ele e Ray têm sido amigos desde então. Ray o deu algumas roupas
que não estavam completamente aos trapos e esfarrapadas; e sempre procurou
saber para onde ele tinha sido recolocado o máximo que podia. Às vezes,
Frank dava sorte e ele e sua irmã eram colocados num mesmo lugar. Ela
também tentou ao máximo saber o paradeiro dela até ela completar
18 anos, quando ela foi colocada para fora do sistema. Ele mudou de
assunto nessa parte e voltou a falar da família de Gerard e Mikey.
Os Way sempre fizeram questão de ter certeza de que
Frank teria um modo de contatá-los, caso precisasse deles. E, finalmente,
quando ele tinha 15 anos, eles venceram o sistema e estavam aptos para
adotá-lo legalmente. Ele sorriu quando falou sobre eles. Eles sempre
foram a única coisa estável na vida dele e eles sempre se esforçaram
para manter isso assim. Quase com lágrimas nos olhos, ele disse: “Eu
não sei onde estaria agora sem eles”.
Nossa conversa terminou por
Bob, que enfiou a cabeça no cômodo para saber se estava tudo bem,
e por Worm que nos disse que já estávamos de saída. Frank e Bob me
ajudaram a ficar de pé, eu os agradeci e me virei para ir embora. Frank
levantou o braço, sem se importar se iria me assustar dessa vez e disse:
“Você está fora de si se acha que eu vou deixar você sair das minhas
vistas para se machucar de novo”. Normalmente, um movimento como esse
iria me assustar, mas eu me rendi ao cansaço e o deixei me guiar até
o ônibus, que nos levou até ao hotel.
No hotel, Frank me perguntou se eu havia telefonado
para a polícia para denunciar Tony, eu neguei com a cabeça. “Querida,
você tem que ferrar aquele idiota para que ele não possa fazer isso
a você de novo”, disse Frank. “Não posso”, eu disse. “Por
que?”, ele indagou, “Olhe para você, não há um pedacinho em você
que não esteja roxo”.
“Isso nunca funciona”, eu chorei, “Eles sempre
dão um jeito de se livrar e sempre voltam a mim muito pior do que antes”.
“Você tem testemunhas agora”, ele disse, mas
me percebeu quase entrando em pânico de novo e desistiu por um tempo.
Ele sentou-se perto de mim na cama e eu recuei, ele não se moveu, mas
não me senti ameaçada por isso, então me deitei na cama e peguei
no sono, como ele dormindo próximo a mim.
Nós fomos acordados, por volta das três da manhã,
por uma batida violenta na porta. Frank resmungou alguma coisa no travesseiro
e sentou-se rápido, ambos estávamos olhando para a porta. Eu tinha
a absoluta certeza de quem seria, então deslizei para fora da cama
e olhei através do olho mágico justamente quando Tony socou a porta
de novo. Eu engoli a seco e olhei para Frank. “É ele!”, eu disse
tremendo. Frank se levantou e foi abrir a porta.
“Não!”, eu disse desesperada enquanto eu o agarrei
pela cintura e tentei faze-lo voltar. “Não se preocupe”, ele disse
acalmando-me, “Ele não vai te machucar essa noite”.
“Você não tá entendendo. Ele vai machucar VOCÊ,
para me pegar. Eu não quero que você se machuque”. Ele levantou
as mãos e eu o soltei, mas ele me pegou e me colocou perto dele, enxugando
as minhas lágrimas com a outra mão e sussurrando: “Apenas fique
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Re: Temporary Wounds
Finally, a new post!
lol
Oh!! Be careful Frank!


*Bi@*- Sociedade dos Vampiros

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Data de inscrição: 08/06/2007
Re: Temporary Wounds
Ofmg!
Finalmente!!
Ah, q nervoso, quero saber o q acontecerá!!!
ç2
Finalmente!!
Ah, q nervoso, quero saber o q acontecerá!!!
ç2

Convidad- Convidado
Re: Temporary Wounds
HEATHER:
Oh, I'm so nervous, I wanna know what's gonna happen!!!
Finally!!!Vanessa Lazarin escreveu:Ofmg!
Finalmente!!
Ah, q nervoso, quero saber o q acontecerá!!!
ç2
Oh, I'm so nervous, I wanna know what's gonna happen!!!

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Re: Temporary Wounds
Oi, gente!!
Aqui está: mais dois capítulos!!!!
Essa fic só me faz amar o Frank ainda mais!
=P
Hi, people!!
Here it is: more two chapters!!!!
This fic makes me love Frank even more!
=P
CAPÍTULO 8
Frank P.O.V.
Eu guiei Dawn gentilmente para dentro do banheiro, onde Tony não seria capaz de vê-la. Eu abri só um pouquinho a porta, encontrando um cara do lado de fora, muitíssimo mais alto que eu. Ele tinha um pescoço imenso, longos braços e uma testa franzida. Tantas piadas, tão pouco tempo.
“Onde tá a Dawn?”, rosnou ele.
“Quem?”, perguntei inocentemente.
“Nem tente bancar o idiota”, ele esbravejou, “Eu sei que ela tá aqui”.
“É, você tá certo”, admiti, “Mas VOCÊ não vai nem chegar perto dela de novo, seu maldito porco! Agora pode ir dando o fora daqui antes que eu chame a polícia”.
Dawn P.O.V.
Eu permaneci no banheiro tremendo violentamente e passando mal. Eu conseguia ouvir uma conversa abafada e então, me veio à cabeça a certeza de que tínhamos a atenção de todo o andar. O que aconteceu depois, eu não consigo ao menos explicar.
Eu olhei para a pia e lá estava uma lâmina. O por quê dela estar lá, eu não sei. Mas eu a peguei e parecia que eu estava reencontrando uma antiga amiga, eu tenho noção do qual insano isso soa. Eu olhei para as cicatrizes ao longo dos meus braços e eu estava revoltada por eu ao menos estar pensando naquilo. Eu não fazia isso há anos. Minha mente estava completamente desligada em relação a tudo o que acontecia ao meu redor. Eu pus a lâmina sobre minha pele, porém quando eu estava prestes a pressioná-la, uma mão agarrou o meu pulso de um modo muito parecido como quando Tony o fez no hotel. Mas quando olhei no espelho pude ver que era o Frank, ele estava apertando com tanta força que eu soltei a lâmina, que caiu no ralo.
“Que merda você pensa que tá fazendo???”, ele gritou.
Eu abri a boca para gritar com ele também, eu queria socá-lo, eu queria me virar e nocauteá-lo. Mas quando vi o seu reflexo no espelho, pude ver lágrimas escorrendo no rosto dele. A raiva esvaiu-se de mim.
“Frank, me desculpe...”.
Ele se lançou ao chão e começou a soluçar histericamente. Sem ao menos pensar, eu me joguei e o abracei o mais forte que pude, tentando dize-lo o quanto eu sentia. As lágrimas percorriam o meu rosto. Foi quando Gerard entrou e disse: “Hey, gente, o que...”. Ele parou assim que nos viu sobre o chão. Ele olhou para Frank e então viu meu rosto. Seus olhos esbugalharam-se com algum entendimento sobre aquilo e andou para trás como se alguém estivesse rebobinando seus passos. Ele se virou e fechou a porta quando saiu.
Alguma coisa sobre aquilo me soou engraçado, não consegui evitar e soltei uma pequena risada abafada.
“Quem era?”, disse Frank com a voz abafada.
“Gerard”, eu disse, dando risadinhas e fungando ao mesmo tempo.
Pra minha surpresa, ele riu também. E nós dois rimos e choramos maníacamente sem sabermos quando a dor se foi e as risadas começaram.
CAPÍTULO 9
Dawn P.O.V.
Nós ficamos lá sentados por bastante tempo, um de nós às vezes tinha vontade de deixar escapar um soluço ou uma risada, mas não o fizemos e nem conversamos. Nós simplesmente continuamos abraçando um ao outro como se as nossas vidas dependessem daquilo.
Houve uma batida na porta, o sol já havia nascido e devia ser hora do Frank ir embora. Ele soltou-se de mim para atender à porta e um medo petrificante arrastou-se de novo por minhas veias. Chegara a hora dele ir embora, algo que sequer havia passado pela minha cabeça durante todo o tempo que passamos juntos, mas ele não podia se responsabilizar por mim. Passar toda a noite com ele estava apenas adiando o inevitável.
Frank abriu a porta e Mikey entrou, com um olhar divertido direcionado a mim, ele riu e perguntou: “O que é que você tá fazendo no chão?”. Frank soltou uma risada e disse: “Longa história, cara. Longa história”. Mikey balançou a cabeça negativamente, “Esqueça, não quero saber. E a propósito, nós vamos sair em 20 minutos, esteja no saguão em 10 ou a cabeça do Worm vai explodir”. “Maneiríssimo!”, Frank disse com um sorriso largo, “Eu levo a câmera”.
A despeito de mim mesma, eu deixei um riso escapar. Frank virou-se para mim e me deu uma piscadinha enquanto se abaixava e me ajudava a levantar.
“O que foi?”, perguntou-me ele, gentilmente.
“Nada”, menti.
Ele olhou fundo em meus olhos e disse: “Não, eu não acredito. Essa sua cara demonstra alguma coisa”.
Eu respondi: “Eu só estava tentando descobrir para aonde eu vou agora”. O olhar de Frank pareceu confuso, mas continuei a falar: “O que quero dizer é que eu sei que você não vai poder ficar comigo para sempre, há lugares onde você tem que estar. E não tem problema isso, você não pode se preocupar comigo”, meu coração batia cada vez mais lento a cada palavra.
O olhar de Mikey também parecia confuso, então ele disse: “Frank, você ainda não contou pra ela?”.
“Me contou o quê?”, perguntei.
“Eu ainda não tinha tido a chance”, disse Frank, “acho que presumi que você saberia, mas você também tem lugares para se estar também”, ele me deu uma piscadinha de novo.
Agora era a minha vez de dar um olhar confuso.
“Bem, esse não é o tipo de coisa que nós costumaríamos fazer, mas eu estava realmente falando sério quando te disse que não te deixaria sair das minhas vistas para se machucar de novo. Nós vamos devolver o seu carro alugado e você virá conosco, bem você sabe, só se você quiser. Eu não vou te forçar a fazer nada, mas até a gente saber o que fazer em relação aquele macaco, eu me sentiria melhor se você viesse conosco”.
Eu sorri e assenti: “Okay, eu vou com vocês, então”.
Ele abriu um fofo sorriso largo e me disse: “Boa escolha e há outra coisa que nós temos que conversar mais tarde”, disse ele levemente mais sério. Eu tinha certeza de que eu sabia do que se tratava.
Aqui está: mais dois capítulos!!!!
Essa fic só me faz amar o Frank ainda mais!
=P
Hi, people!!
Here it is: more two chapters!!!!
This fic makes me love Frank even more!
=P
CAPÍTULO 8
Frank P.O.V.
Eu guiei Dawn gentilmente para dentro do banheiro, onde Tony não seria capaz de vê-la. Eu abri só um pouquinho a porta, encontrando um cara do lado de fora, muitíssimo mais alto que eu. Ele tinha um pescoço imenso, longos braços e uma testa franzida. Tantas piadas, tão pouco tempo.
“Onde tá a Dawn?”, rosnou ele.
“Quem?”, perguntei inocentemente.
“Nem tente bancar o idiota”, ele esbravejou, “Eu sei que ela tá aqui”.
“É, você tá certo”, admiti, “Mas VOCÊ não vai nem chegar perto dela de novo, seu maldito porco! Agora pode ir dando o fora daqui antes que eu chame a polícia”.
Dawn P.O.V.
Eu permaneci no banheiro tremendo violentamente e passando mal. Eu conseguia ouvir uma conversa abafada e então, me veio à cabeça a certeza de que tínhamos a atenção de todo o andar. O que aconteceu depois, eu não consigo ao menos explicar.
Eu olhei para a pia e lá estava uma lâmina. O por quê dela estar lá, eu não sei. Mas eu a peguei e parecia que eu estava reencontrando uma antiga amiga, eu tenho noção do qual insano isso soa. Eu olhei para as cicatrizes ao longo dos meus braços e eu estava revoltada por eu ao menos estar pensando naquilo. Eu não fazia isso há anos. Minha mente estava completamente desligada em relação a tudo o que acontecia ao meu redor. Eu pus a lâmina sobre minha pele, porém quando eu estava prestes a pressioná-la, uma mão agarrou o meu pulso de um modo muito parecido como quando Tony o fez no hotel. Mas quando olhei no espelho pude ver que era o Frank, ele estava apertando com tanta força que eu soltei a lâmina, que caiu no ralo.
“Que merda você pensa que tá fazendo???”, ele gritou.
Eu abri a boca para gritar com ele também, eu queria socá-lo, eu queria me virar e nocauteá-lo. Mas quando vi o seu reflexo no espelho, pude ver lágrimas escorrendo no rosto dele. A raiva esvaiu-se de mim.
“Frank, me desculpe...”.
Ele se lançou ao chão e começou a soluçar histericamente. Sem ao menos pensar, eu me joguei e o abracei o mais forte que pude, tentando dize-lo o quanto eu sentia. As lágrimas percorriam o meu rosto. Foi quando Gerard entrou e disse: “Hey, gente, o que...”. Ele parou assim que nos viu sobre o chão. Ele olhou para Frank e então viu meu rosto. Seus olhos esbugalharam-se com algum entendimento sobre aquilo e andou para trás como se alguém estivesse rebobinando seus passos. Ele se virou e fechou a porta quando saiu.
Alguma coisa sobre aquilo me soou engraçado, não consegui evitar e soltei uma pequena risada abafada.
“Quem era?”, disse Frank com a voz abafada.
“Gerard”, eu disse, dando risadinhas e fungando ao mesmo tempo.
Pra minha surpresa, ele riu também. E nós dois rimos e choramos maníacamente sem sabermos quando a dor se foi e as risadas começaram.
CAPÍTULO 9
Dawn P.O.V.
Nós ficamos lá sentados por bastante tempo, um de nós às vezes tinha vontade de deixar escapar um soluço ou uma risada, mas não o fizemos e nem conversamos. Nós simplesmente continuamos abraçando um ao outro como se as nossas vidas dependessem daquilo.
Houve uma batida na porta, o sol já havia nascido e devia ser hora do Frank ir embora. Ele soltou-se de mim para atender à porta e um medo petrificante arrastou-se de novo por minhas veias. Chegara a hora dele ir embora, algo que sequer havia passado pela minha cabeça durante todo o tempo que passamos juntos, mas ele não podia se responsabilizar por mim. Passar toda a noite com ele estava apenas adiando o inevitável.
Frank abriu a porta e Mikey entrou, com um olhar divertido direcionado a mim, ele riu e perguntou: “O que é que você tá fazendo no chão?”. Frank soltou uma risada e disse: “Longa história, cara. Longa história”. Mikey balançou a cabeça negativamente, “Esqueça, não quero saber. E a propósito, nós vamos sair em 20 minutos, esteja no saguão em 10 ou a cabeça do Worm vai explodir”. “Maneiríssimo!”, Frank disse com um sorriso largo, “Eu levo a câmera”.
A despeito de mim mesma, eu deixei um riso escapar. Frank virou-se para mim e me deu uma piscadinha enquanto se abaixava e me ajudava a levantar.
“O que foi?”, perguntou-me ele, gentilmente.
“Nada”, menti.
Ele olhou fundo em meus olhos e disse: “Não, eu não acredito. Essa sua cara demonstra alguma coisa”.
Eu respondi: “Eu só estava tentando descobrir para aonde eu vou agora”. O olhar de Frank pareceu confuso, mas continuei a falar: “O que quero dizer é que eu sei que você não vai poder ficar comigo para sempre, há lugares onde você tem que estar. E não tem problema isso, você não pode se preocupar comigo”, meu coração batia cada vez mais lento a cada palavra.
O olhar de Mikey também parecia confuso, então ele disse: “Frank, você ainda não contou pra ela?”.
“Me contou o quê?”, perguntei.
“Eu ainda não tinha tido a chance”, disse Frank, “acho que presumi que você saberia, mas você também tem lugares para se estar também”, ele me deu uma piscadinha de novo.
Agora era a minha vez de dar um olhar confuso.
“Bem, esse não é o tipo de coisa que nós costumaríamos fazer, mas eu estava realmente falando sério quando te disse que não te deixaria sair das minhas vistas para se machucar de novo. Nós vamos devolver o seu carro alugado e você virá conosco, bem você sabe, só se você quiser. Eu não vou te forçar a fazer nada, mas até a gente saber o que fazer em relação aquele macaco, eu me sentiria melhor se você viesse conosco”.
Eu sorri e assenti: “Okay, eu vou com vocês, então”.
Ele abriu um fofo sorriso largo e me disse: “Boa escolha e há outra coisa que nós temos que conversar mais tarde”, disse ele levemente mais sério. Eu tinha certeza de que eu sabia do que se tratava.

Purple_Star- Vampiro Energético

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Re: Temporary Wounds
Cool! She goes with them *-*
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Re: Temporary Wounds
I loved!!
Really good chapters!
The history goes be more interesting after each chapter.
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