TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
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TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Tá, ok! Eu sei que vcs tão se cansando de ver tópicos com meu nome aqui!
Mas o que eu posso fazer se sou uma escritora compulsiva de fics???
Deram corda, agora vão ter que aguentar! Mahahahahaha!
Bem, mas vamos ver se eu consigo explicar isso direito.
Three Cheers For a Sweet Revenge - Collection --> E então vc me pergunta... que diabos é isso?!
Bem, isso é o devaneio mais estranho de uma mente doentia. O Three Cheers sempre foi meu Cd preferido dos meninos e eu sempre tive a mania de imaginar historinhas com base nas músicas... então eu escrevi a "I Never Told You Wath I Do For A Living", que era pra ser "filha única". Mas, vcs já perceberam, que não foi.
Daí, incitada pela Grazi {culpem ela! HAUSAHSA } eu resolvi colocar em prática a idéia de escrever uma história para cada música... e tô escrevendo.
Só que postei tudo na ordem errada - era pra ser na ordem as músicas do Cd.
Mas tá valendo! Vou tentar organizar agora... tipo, vou postar "Helena" inteira, por que ela é menorzinha - e a que eu menos gostei até agora *faz careta* - e depois volto a postar novamente "Give 'Em Hell, Kid!", pra passar em seguida para "To The End"... *-*
Esperem que vocês gostem tanto quanto eu estou gostando de escrever.
Bjus!
Assunto: Uma coleção de fan fics baseadas nas músicas dos Three Cheers! Three Cheers For a Sweet Revenge Fic's Collection.
Nome da fanfic: Helena
Nick/nome do autor(a): Nyx, aquela que veio de Betelgueuse! {?}
E-mail do autor(a): fenchurchdent@hotmail.com
Gênero: Drama.
Sinopse: Unidos na dor eles encontram caminhos - opostos - para seguir em frente.
Número de capítulos:1 - Primeiro e único!
Terminada: Aham!
- Qual o nome dela?
- Helena.
- O que aconteceu?
- Acidente de carro.
- E?
- Todos morreram. O carro virou uma latinha de sardinha amassada.
- E como ela sobreviveu?
- Ninguém sabe. Absolutamente ninguém.
- Ela não fala?
- Não. Há mais de dois anos, desde o acidente.
- Pobre garota.
“Pobre garota.” Eu penso, de mim mesma..
- Gerard.... Ela se foi.
O telefone ficou mudo, do outro lado. Era um silêncio ruidoso e completamente vazio, como se toda a alma de quem estava segurando o aparelho tivesse desvanecido.
Como se o corpo que carregava a alma tivesse derretido ante a dor e o choque.
Como se o cérebro tivesse parado de funcionar depois de processar a frase.
Como se o coração sangrasse até secar, por causa da notícia.
E sangrava.
- Gerard...? Você está aí?
Estar ele estava. Mas parte dele já não pertencia mais aquele lugar. Parte dele acabara de morrer.
- Você sabe que ela está bem, agora...
- Ela está morta. Não está bem. – as palavras eram mecânicas. Secas. Ausentes de sentimento. Quem poderia sentir algo estando com o coração tão machucado?
- Filho, por favor... Só volte para casa. Venha com seu irmão. Vai ficar tudo bem
- Nada vai ficar bem. – ele bateu o telefone no gancho.
- Não se aproximem! Não se aproximem seus vermes idiotas, deixem-na em paz!
- A gente só quer falar com ela! – o mais novo dos garotos respondeu, se defendendo.
- E ela tá com cara de que vai falar com alguém?! – pediu, irritado – E caiam fora que tenho um enterro para cuidar.
O coveiro saiu com passos apressados para uma cova que estava poucos metros a frente e quando passou ao lado da menina, parou um segundo.
- Tudo bem, Helena? – pediu, com a voz doce.
Ela sinalizou levemente que sim com a cabeça.
- Quer vir comigo? Mais um enterro. É uma xará sua... Elena.
Ela se mexeu lentamente. Mas logo estava o seguindo.
A primeira vez aconteceu dolorosamente: meus pés mal podiam chegar perto do cemitério e então eu sentia toda a dor de novo.
Eu sentia que eles estavam mortos. E que nada, nunca voltaria a ser como era antes.
Depois, se tornou um ritual. E por fim um alívio. E agora eu venho aqui por que tenho uma resposta para minha dor.
Eu venho aqui, no cemitério, todo dia, não é por saudade.
É pelo desejo de vir e ficar aqui, com eles. Para sempre.
Eu olho para a lápide e penso no nome gravado ali. Elena.
Por que ela e não eu?
Existem muitas pessoas no enterro e eles sofrem. Não existem pessoas para sofrer por mim. Todas elas morreram antes de mim.
Então por que não eu, no lugar de Elena?
Assim não haveria o semblante triste na face de seus filhos. Seus netos não estariam irremediavelmente arrasados.
E eu estaria feliz. Tão, tão feliz.
O enterro começa e acaba rápido. É um cerimônia curta, mas bonita.
Todos tem boas palavras para falar sobre ela. E Gerard não fala. Gerard encara o nada.
Certas coisas não podem ser expressadas.
E ele guarda para ele tudo que queria dizer.
Depois do enterro ele vai embora.
Mas no outro dia, pela manhã, está lá mais uma vez.
Quando se aproxima da lápide ele espanta a presença de outra pessoa ali. Se aproxima até ver quem é.
E não a reconhece.
Dá passos rápidos até chegar perto dela. E encara a menina vestida de branco.
- Quem é você? – pergunta até rispidamente. Aquele era o local da peregrinação da dor dele. Não deveria haver mais ninguém ali.
Ela não responde.
- O que tá fazendo aqui? – Exigiu de novo, quase ficando irritado.
Ela virou os grandes olhos azuis para ele. O encarou.
Baixou a cabeça e saiu.
Ela sabia bem o que ele estava sentindo.
Ele voltou no outro dia. E no dia seguinte.
E a sua dor não permitia mais que ele deixasse de ir lá.
E a menina vestida de branco sempre estava lá.
- Quem é ela? –perguntou ao coveiro, na quarta vez que a vira.
- Se Helena está te incomodando, posso pedir para ela deixar de ir a lápide da sua avó.
- Ela se chama Helena? – por um momento aquilo o tocou.
- Sim.
- Ela é... sua filha?
- Não. – ele maneou a cabeça – Ela perdeu a família num acidente de carro. Desde então vem aqui todo dia, da hora que o sol nasce até tarde da noite.
- Ela não fala?
- Nem uma única palavra. E é melhor deixá-la em paz. Fica nervosa quando tentam conversar com ela.
- Ok.
- Quer que eu fale para ela se afastar?
- Não... não precisa.
E ele se aproximou.
Das primeiras vezes ele não gostou. Uma vez me mandou ir embora.
E eu sabia por que. Não queria ninguém compartilhando sua dor. Não queria por que ninguém podia a sentir como ele sentia.
Eu me afastei.
Mas cada vez gostava mais dele.
Por que ele era como eu: um órfão que recorria ao cemitério para se sentir em casa.
Talvez ele ainda tivesse chance de voltar ao mundo.
Mas eu não.
Não sei exatamente quando resolvi que voltaria a falar.
Acho que não resolvi. Ele resolveu por mim, quando começou a falar de Elena.
Depois de um tempo ela não se afastava mais quando ele chegava. Ficava ao lado dele enquanto ele observava a lápide. Depois os dois começaram a se sentar juntos, e contemplar o cemitério em silêncio.
E por fim ele falou.
- Ela cantava para mim. Fazia os dias chatos de chuva terem cor. Ela foi mais do que eu posso explicar.
Ela virou-se para encará-los, fitando com os grandes olhos azuis.
- Ninguém tem idéia da dor. – ele fitava horizonte. O céu estava vermelho, o sol se punha.
- Eu tenho. – a voz de Helena voz saiu rouca e calma.
Ele a olhou espantado.
- Eu sei. Eu sinto.
Depois disso ele voltou mais vezes. Ela falou mais vezes. Conversaram.
Eles se sentiam.
E ela contou sua história.
Quando ele chegou ela estava de pé, parada e vestida de branco, esperando por ele. O encarando.
O vento noturno soprava os cabelos claros dela, mas ela parecia nem sentir o frio. Ela esperava.
- Oi, Helena.
- Venha comigo. – ela estendeu a mão.
Ele a tocou. Segurou com força como se, se a tocasse levemente, ela iria desaparecer no ar. Andaram por alguns minutos em silêncio. Até que chegaram aonde ela queria.
Eram 4 lápides. O mesmo sobrenome em todas: Carter.
- Estávamos viajando. Eu tinha brigado com meu pai por que não queria ir. Tinha brigado com minha mãe, por que ela não me defendera quando eu brigara com meu pai, para poder ficar. Meus irmãos mais novos estavam me irritando e no meio do caminho eu comecei a bater neles. Meu pai se irritou, minha mãe começou a gritar comigo e se virou no carro para tentar nos separar. Então ela não pode ver que meu pai tinha perdido o controle do carro. O carro atravessou a pista. E acertou em cheio outro, que vinha na direção contrária. Com o impacto eu fui jogada para fora do carro, pela janela aberta. Eles ficaram. Todos morreram na hora. Eu matei minha família pelo motivo idiota de não querer viajar.
Ela se virou, mostrou outras três lápides, ali perto.
- Eles estavam no outro carro. Morreram também. Todos.
- Não foi sua culpa. – ele tentou amenizar.
- Foi. E você sabe que foi. – apontou para um espaço ao lado das lápides da sua família. – eu devia estar ali. E eu vou estar.
- O que você quer dizer? – ele a olhou, intrigado.
- Hoje, Gerard Way, eu quero que você saia desse cemitério e não volte mais. Você vai chegar em casa e chorar tudo o que não se permitiu chorar todo esse tempo. Você vai gritar o que sente e colocar tudo para fora. Vai dizer tudo. E vai continuar a viver.
- O que...?
- Você não teve culpa de nada na morte da Elena. Então aceite e não se martirize. Não faça como eu. Não seja culpado.
- Mas...
- Você merece a vida. Não se enterre nesse cemitério como eu fiz. – apontou o portão do cemitério para ele – Vá. Agora.
De alguma maneira ele tinha que obedecer.
Ele se foi.
E ela sabia que tinha feito a coisa certa.
No outro dia ele ouviu o murmúrio nas ruas. A menina que se vestia de branco e ficava no cemitério estava no hospital.
E ele resolveu ir até lá.
Ela tinha tentado suicídio. Ela quase conseguira. Estava em cima de uma cama.
Ele entrou no quarto quando não tinha ninguém olhando. Era fácil despistar todo mundo, quando era horário de visita.
Entrou e a viu: vegetando. Presa a aparelhos que lhe davam a vida que ela não queria.
Vida que ela não podia suportar.
Ele chegou perto da cama.
Os olhos azuis dela estavam arregalados. E gritavam desesperadamente por socorro.
Pediam pela morte libertadora.
- Helena.... – ele chegou perto da cama. Ouvia os gritos silenciosos dela.
Por favor. Por favor!!
Ele olhou os aparelhos que a mantinham viva.
Ele tomou uma decisão rápida.
Aproximou-se.
- Eu vou fazer o que você pediu. Eu prometo. – suas mãos seguraram o rosto dela. Seus lábios tocaram ternamente a testa dela, num beijo. Ele sussurrou no ouvido da menina – So long and good night.
E desligou os aparelhos.
Enjoy.
Mas o que eu posso fazer se sou uma escritora compulsiva de fics???
Deram corda, agora vão ter que aguentar! Mahahahahaha!
Bem, mas vamos ver se eu consigo explicar isso direito.
Three Cheers For a Sweet Revenge - Collection --> E então vc me pergunta... que diabos é isso?!
Bem, isso é o devaneio mais estranho de uma mente doentia. O Three Cheers sempre foi meu Cd preferido dos meninos e eu sempre tive a mania de imaginar historinhas com base nas músicas... então eu escrevi a "I Never Told You Wath I Do For A Living", que era pra ser "filha única". Mas, vcs já perceberam, que não foi.
Daí, incitada pela Grazi {culpem ela! HAUSAHSA } eu resolvi colocar em prática a idéia de escrever uma história para cada música... e tô escrevendo.
Só que postei tudo na ordem errada - era pra ser na ordem as músicas do Cd.
Mas tá valendo! Vou tentar organizar agora... tipo, vou postar "Helena" inteira, por que ela é menorzinha - e a que eu menos gostei até agora *faz careta* - e depois volto a postar novamente "Give 'Em Hell, Kid!", pra passar em seguida para "To The End"... *-*
Esperem que vocês gostem tanto quanto eu estou gostando de escrever.
Bjus!
Assunto: Uma coleção de fan fics baseadas nas músicas dos Three Cheers! Three Cheers For a Sweet Revenge Fic's Collection.
Nome da fanfic: Helena
Nick/nome do autor(a): Nyx, aquela que veio de Betelgueuse! {?}
E-mail do autor(a): fenchurchdent@hotmail.com
Gênero: Drama.
Sinopse: Unidos na dor eles encontram caminhos - opostos - para seguir em frente.
Número de capítulos:1 - Primeiro e único!
Terminada: Aham!
Helena
Long ago
Just like the hearse, you die to get in again
We are so far from you
Long ago
Just like the hearse, you die to get in again
We are so far from you
- Qual o nome dela?
- Helena.
- O que aconteceu?
- Acidente de carro.
- E?
- Todos morreram. O carro virou uma latinha de sardinha amassada.
- E como ela sobreviveu?
- Ninguém sabe. Absolutamente ninguém.
- Ela não fala?
- Não. Há mais de dois anos, desde o acidente.
- Pobre garota.
“Pobre garota.” Eu penso, de mim mesma..
Burning on, just like the match you strike to incinerate
The lives of everyone you know
And what’s the worst you take
From every heart you break
And like the blade you stain
Well, I've been holding on tonight
The lives of everyone you know
And what’s the worst you take
From every heart you break
And like the blade you stain
Well, I've been holding on tonight
- Gerard.... Ela se foi.
O telefone ficou mudo, do outro lado. Era um silêncio ruidoso e completamente vazio, como se toda a alma de quem estava segurando o aparelho tivesse desvanecido.
Como se o corpo que carregava a alma tivesse derretido ante a dor e o choque.
Como se o cérebro tivesse parado de funcionar depois de processar a frase.
Como se o coração sangrasse até secar, por causa da notícia.
E sangrava.
- Gerard...? Você está aí?
Estar ele estava. Mas parte dele já não pertencia mais aquele lugar. Parte dele acabara de morrer.
- Você sabe que ela está bem, agora...
- Ela está morta. Não está bem. – as palavras eram mecânicas. Secas. Ausentes de sentimento. Quem poderia sentir algo estando com o coração tão machucado?
- Filho, por favor... Só volte para casa. Venha com seu irmão. Vai ficar tudo bem
- Nada vai ficar bem. – ele bateu o telefone no gancho.
What’s the worst that I can say?
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
- Não se aproximem! Não se aproximem seus vermes idiotas, deixem-na em paz!
- A gente só quer falar com ela! – o mais novo dos garotos respondeu, se defendendo.
- E ela tá com cara de que vai falar com alguém?! – pediu, irritado – E caiam fora que tenho um enterro para cuidar.
O coveiro saiu com passos apressados para uma cova que estava poucos metros a frente e quando passou ao lado da menina, parou um segundo.
- Tudo bem, Helena? – pediu, com a voz doce.
Ela sinalizou levemente que sim com a cabeça.
- Quer vir comigo? Mais um enterro. É uma xará sua... Elena.
Ela se mexeu lentamente. Mas logo estava o seguindo.
Came a time
When every star falls
Brought you to tears again
We are the very hurt you sold
And what’s the worst you take
When every star falls
Brought you to tears again
We are the very hurt you sold
And what’s the worst you take
A primeira vez aconteceu dolorosamente: meus pés mal podiam chegar perto do cemitério e então eu sentia toda a dor de novo.
Eu sentia que eles estavam mortos. E que nada, nunca voltaria a ser como era antes.
Depois, se tornou um ritual. E por fim um alívio. E agora eu venho aqui por que tenho uma resposta para minha dor.
Eu venho aqui, no cemitério, todo dia, não é por saudade.
É pelo desejo de vir e ficar aqui, com eles. Para sempre.
Eu olho para a lápide e penso no nome gravado ali. Elena.
Por que ela e não eu?
Existem muitas pessoas no enterro e eles sofrem. Não existem pessoas para sofrer por mim. Todas elas morreram antes de mim.
Então por que não eu, no lugar de Elena?
Assim não haveria o semblante triste na face de seus filhos. Seus netos não estariam irremediavelmente arrasados.
E eu estaria feliz. Tão, tão feliz.
From every heart you break
And like the blade you stain
Well, I've been holding on tonight
And like the blade you stain
Well, I've been holding on tonight
O enterro começa e acaba rápido. É um cerimônia curta, mas bonita.
Todos tem boas palavras para falar sobre ela. E Gerard não fala. Gerard encara o nada.
Certas coisas não podem ser expressadas.
E ele guarda para ele tudo que queria dizer.
Depois do enterro ele vai embora.
Mas no outro dia, pela manhã, está lá mais uma vez.
What’s the worst that I can say?
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Quando se aproxima da lápide ele espanta a presença de outra pessoa ali. Se aproxima até ver quem é.
E não a reconhece.
Dá passos rápidos até chegar perto dela. E encara a menina vestida de branco.
- Quem é você? – pergunta até rispidamente. Aquele era o local da peregrinação da dor dele. Não deveria haver mais ninguém ali.
Ela não responde.
- O que tá fazendo aqui? – Exigiu de novo, quase ficando irritado.
Ela virou os grandes olhos azuis para ele. O encarou.
Baixou a cabeça e saiu.
Ela sabia bem o que ele estava sentindo.
Ele voltou no outro dia. E no dia seguinte.
E a sua dor não permitia mais que ele deixasse de ir lá.
E a menina vestida de branco sempre estava lá.
- Quem é ela? –perguntou ao coveiro, na quarta vez que a vira.
- Se Helena está te incomodando, posso pedir para ela deixar de ir a lápide da sua avó.
- Ela se chama Helena? – por um momento aquilo o tocou.
- Sim.
- Ela é... sua filha?
- Não. – ele maneou a cabeça – Ela perdeu a família num acidente de carro. Desde então vem aqui todo dia, da hora que o sol nasce até tarde da noite.
- Ela não fala?
- Nem uma única palavra. E é melhor deixá-la em paz. Fica nervosa quando tentam conversar com ela.
- Ok.
- Quer que eu fale para ela se afastar?
- Não... não precisa.
E ele se aproximou.
Well, if you carry on this way
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Das primeiras vezes ele não gostou. Uma vez me mandou ir embora.
E eu sabia por que. Não queria ninguém compartilhando sua dor. Não queria por que ninguém podia a sentir como ele sentia.
Eu me afastei.
Mas cada vez gostava mais dele.
Por que ele era como eu: um órfão que recorria ao cemitério para se sentir em casa.
Talvez ele ainda tivesse chance de voltar ao mundo.
Mas eu não.
Não sei exatamente quando resolvi que voltaria a falar.
Acho que não resolvi. Ele resolveu por mim, quando começou a falar de Elena.
Depois de um tempo ela não se afastava mais quando ele chegava. Ficava ao lado dele enquanto ele observava a lápide. Depois os dois começaram a se sentar juntos, e contemplar o cemitério em silêncio.
E por fim ele falou.
- Ela cantava para mim. Fazia os dias chatos de chuva terem cor. Ela foi mais do que eu posso explicar.
Ela virou-se para encará-los, fitando com os grandes olhos azuis.
- Ninguém tem idéia da dor. – ele fitava horizonte. O céu estava vermelho, o sol se punha.
- Eu tenho. – a voz de Helena voz saiu rouca e calma.
Ele a olhou espantado.
- Eu sei. Eu sinto.
Depois disso ele voltou mais vezes. Ela falou mais vezes. Conversaram.
Eles se sentiam.
E ela contou sua história.
Can you hear me?
Are you near me?
Do we pretend to leave and then
We’ll meet again, when both our cars collide
Are you near me?
Do we pretend to leave and then
We’ll meet again, when both our cars collide
Quando ele chegou ela estava de pé, parada e vestida de branco, esperando por ele. O encarando.
O vento noturno soprava os cabelos claros dela, mas ela parecia nem sentir o frio. Ela esperava.
- Oi, Helena.
- Venha comigo. – ela estendeu a mão.
Ele a tocou. Segurou com força como se, se a tocasse levemente, ela iria desaparecer no ar. Andaram por alguns minutos em silêncio. Até que chegaram aonde ela queria.
Eram 4 lápides. O mesmo sobrenome em todas: Carter.
- Estávamos viajando. Eu tinha brigado com meu pai por que não queria ir. Tinha brigado com minha mãe, por que ela não me defendera quando eu brigara com meu pai, para poder ficar. Meus irmãos mais novos estavam me irritando e no meio do caminho eu comecei a bater neles. Meu pai se irritou, minha mãe começou a gritar comigo e se virou no carro para tentar nos separar. Então ela não pode ver que meu pai tinha perdido o controle do carro. O carro atravessou a pista. E acertou em cheio outro, que vinha na direção contrária. Com o impacto eu fui jogada para fora do carro, pela janela aberta. Eles ficaram. Todos morreram na hora. Eu matei minha família pelo motivo idiota de não querer viajar.
Ela se virou, mostrou outras três lápides, ali perto.
- Eles estavam no outro carro. Morreram também. Todos.
- Não foi sua culpa. – ele tentou amenizar.
- Foi. E você sabe que foi. – apontou para um espaço ao lado das lápides da sua família. – eu devia estar ali. E eu vou estar.
- O que você quer dizer? – ele a olhou, intrigado.
- Hoje, Gerard Way, eu quero que você saia desse cemitério e não volte mais. Você vai chegar em casa e chorar tudo o que não se permitiu chorar todo esse tempo. Você vai gritar o que sente e colocar tudo para fora. Vai dizer tudo. E vai continuar a viver.
- O que...?
- Você não teve culpa de nada na morte da Elena. Então aceite e não se martirize. Não faça como eu. Não seja culpado.
- Mas...
- Você merece a vida. Não se enterre nesse cemitério como eu fiz. – apontou o portão do cemitério para ele – Vá. Agora.
De alguma maneira ele tinha que obedecer.
Ele se foi.
E ela sabia que tinha feito a coisa certa.
No outro dia ele ouviu o murmúrio nas ruas. A menina que se vestia de branco e ficava no cemitério estava no hospital.
E ele resolveu ir até lá.
Ela tinha tentado suicídio. Ela quase conseguira. Estava em cima de uma cama.
Ele entrou no quarto quando não tinha ninguém olhando. Era fácil despistar todo mundo, quando era horário de visita.
Entrou e a viu: vegetando. Presa a aparelhos que lhe davam a vida que ela não queria.
Vida que ela não podia suportar.
Ele chegou perto da cama.
Os olhos azuis dela estavam arregalados. E gritavam desesperadamente por socorro.
Pediam pela morte libertadora.
- Helena.... – ele chegou perto da cama. Ouvia os gritos silenciosos dela.
Por favor. Por favor!!
Ele olhou os aparelhos que a mantinham viva.
Ele tomou uma decisão rápida.
Aproximou-se.
- Eu vou fazer o que você pediu. Eu prometo. – suas mãos seguraram o rosto dela. Seus lábios tocaram ternamente a testa dela, num beijo. Ele sussurrou no ouvido da menina – So long and good night.
E desligou os aparelhos.
What’s the worst that I can say?
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Well, if you carry on this way
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
Well, if you carry on this way
Things are better if I stay
So long and goodnight
So long not goodnight
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Nyx- Vampiro Energético

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Número de Mensagens: 267
Localização: Far Far Away
Interesses: No way I'll tell you...
Humor: SURTEI completamente! *sai saltitando*
Preferido:
Data de inscrição: 17/01/2008

Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
CARA QUASE CHOREI COM ESSA
me lembrou a minha falecida avó...
de todas da coleção essa foi a mais perfeita tia ^^
me lembrou a minha falecida avó...
de todas da coleção essa foi a mais perfeita tia ^^
Can you hear me?
Are you near me?
Do we pretend to leave and then
We’ll meet again, when both our cars collide
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akfrancio- Vampiro Príncipe

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Idade: 18
Localização: In a land of bullets
Interesses: Meus maridos Marjorie, Mikey Way, Tiko, e Pi
Ocupação: Curtindo as últimas férias como vagabunda, depois cursinho pra passar na federal
Humor: Agitada
Preferido:
Data de inscrição: 28/03/2006
Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
nhaaa. . .
^^
nao vo repetir oq eu disse jah milhoes de vezes. . .
q vc escreve bem. . e q bla bla bla!!!!!
eu jah sou uma Nixmaniaca assumida meu. . .
^^
HELENA. . .mtu foda a historia. . .
q lindo neh. . .ele sabia exatamenti o q ela tava tentando falar sh di olhar pra ela!!!!
nhaaa tao fofo. . .
^^
nao vo repetir oq eu disse jah milhoes de vezes. . .
q vc escreve bem. . e q bla bla bla!!!!!
eu jah sou uma Nixmaniaca assumida meu. . .
^^
HELENA. . .mtu foda a historia. . .
q lindo neh. . .ele sabia exatamenti o q ela tava tentando falar sh di olhar pra ela!!!!
nhaaa tao fofo. . .

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Localização: Curitiba-Pr
Interesses: a vida sexual das formigas na Indonésia. . . hehehe
Ocupação: esperar pela proxima turne dos cara no brasil. . . pq o Show de curitiba. . . meu Deus. . .qro bis
Humor: agora na medicina! *-*
Fanlisting:
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:Daí, incitada pela Grazi {culpem ela! HAUSAHSA } eu resolvi colocar em prática a idéia de escrever uma história para cada música... e tô escrevendo.
qta honra!!!
isso msm mininas, culpem a Grazi se ela incentivou essa loca ai a postar as melhores fics q vcs jah leram em td suas vidas!!!!
:P
nhaaaaaA!!!!

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Humor: agora na medicina! *-*
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
HUASHAUSHAUSAHSUA.
De qualquer forma a culpa é sua, vc me empolgou!
Eu já tava desistindo dessa vida de escritora-fracassada de fan fics! ^^
De qualquer forma a culpa é sua, vc me empolgou!
Eu já tava desistindo dessa vida de escritora-fracassada de fan fics! ^^
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:HUASHAUSHAUSAHSUA.
De qualquer forma a culpa é sua, vc me empolgou!
Eu já tava desistindo dessa vida de escritora-fracassada de fan fics! ^^
shuahsuahusa
faz isso agora pra vc ve soh. . .
vai ter q prestar contas a milhares de fas viciadas em three cheers for sweet revange colletions !!!!!
uhuuL!!!
e a produçao do livrinho ta indo di vento em polpa!!!!

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Eita, espero não começar a receber ameaças de morte se eu sumir, ou terei de contratar os serviços da Zoe! HAUSAHUSAUSHAS...
Anyway, tá indo beeem siim! *_____________*
Agora tô escrevendo a historinha de "To The End"... que, não é por nada não, mas acho que vai tá bem boa... pelo menos o tema que eu escolhi pra ela éééé bem maluco! HAUSHASUA.
Anyway, tá indo beeem siim! *_____________*
Agora tô escrevendo a historinha de "To The End"... que, não é por nada não, mas acho que vai tá bem boa... pelo menos o tema que eu escolhi pra ela éééé bem maluco! HAUSHASUA.
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:Agora tô escrevendo a historinha de "To The End"... que, não é por nada não, mas acho que vai tá bem boa... pelo menos o tema que eu escolhi pra ela éééé bem maluco! HAUSHASUA.
nhaaa ouvi sininhos agora. . .
^^
O.o
to the end jah tah na produçao da nyx?!?!?
uhuuuL
q emoçao. . . e vc pode adiantar pra nois qual a historia da nova short ?!?!?!?

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Tá siiim em produção! *_________*
E eu tô adorando escrever...
E eu adianto siiim... é basicamente uma festa particular, onde os meninos são chamados pra tocar...
Eles vão até lá e conhecem o dono da festa - um cara estranho - e a mulher dele que é muito sensual e .... MALUCA! HAUSHASA.
Daí acaba acontecendo um triangulo amoroso entre Gee e... ..... ........ ...... ......... ......... ...... ...
Vcs verão, quando ficar pronto! ^^
E eu tô adorando escrever...
E eu adianto siiim... é basicamente uma festa particular, onde os meninos são chamados pra tocar...
Eles vão até lá e conhecem o dono da festa - um cara estranho - e a mulher dele que é muito sensual e .... MALUCA! HAUSHASA.
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:Daí acaba acontecendo um triangulo amoroso entre Gee e... ..... ........ ...... ......... ......... ...... ...
Vcs verão, quando ficar pronto! ^^
vc sempre faz isso. . .
sempre para na hora mais empolgante da festa. . .
tisc tisc tisc, dona Nyx. . .
isso nao se faz!!!!
:P

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
KKK.
Sorry, mas eu tenho que manter o suspense, não?
Só posso dizer que gosto mto da música e acho que a historinha vai ficar boa... *_________*
Sorry, mas eu tenho que manter o suspense, não?
Só posso dizer que gosto mto da música e acho que a historinha vai ficar boa... *_________*
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:KKK.
Sorry, mas eu tenho que manter o suspense, não?
Só posso dizer que gosto mto da música e acho que a historinha vai ficar boa... *_________*
óóóóóóóóó
ateh q enfim resolveu admitir q gostou de alguma fix de sua autoriaa
\o/
olha, pra v tah falando isso. . . realmente deve ta mtu boa. . .
nao vejo a hora di vc começa a posta!!!!!
^^

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Acho que é mais por que eu pretendo colocar umas dos meus conceitos perversos sobre relacionamentos nessa fic, sabe? HAUSHA.
E aí tô meio empolgada...
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:Acho que é mais por que eu pretendo colocar umas dos meus conceitos perversos sobre relacionamentos nessa fic, sabe? HAUSHA.
E aí tô meio empolgada...
ai q medo. . .
magina q tipos de conceitos sao esses. . .
q doh dos seus namorados hein. . .esses devem ter sofrido. . .
^^
=*

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Pelo contrário... ELES me fizeram sofrer, aí eu acabei virando essa pessoa sem coração que sou hj.
Culpa única e exclusiva deles e agora eu querooo vingança! Muahahahaha!
Olha a assinatura... *aponta pra baixo*
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
Nyx escreveu:Pelo contrário... ELES me fizeram sofrer, aí eu acabei virando essa pessoa sem coração que sou hj.
Culpa única e exclusiva deles e agora eu querooo vingança! Muahahahaha!
Olha a assinatura... *aponta pra baixo*
^^
nhaaa intaum q faça bem feita, dai vc se vinga por tdas nos q jah sofremos nas maos desses carinhas q nao mereciam uma gota di lagrima nossas
e tenho dito!!!!!!
Men. . . feel our revenge
^^

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
HAUSHASDUAHSUAHSAUSHA... isso aê! \o/
*se sentindo a mulher má e sem coração*
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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
aaaaa
q linda a historinha. . . no fim das contas essa helena foi um anjinho na vida do Gee. . . acho q ela soh sobreviveu ao acidente pq ela tinha uma mmissao ainda aki na teraa. . e era salvar o Gee da depre em q ele se encontrava . . .
mtu fofo issso Nyx!!!
q linda a historinha. . . no fim das contas essa helena foi um anjinho na vida do Gee. . . acho q ela soh sobreviveu ao acidente pq ela tinha uma mmissao ainda aki na teraa. . e era salvar o Gee da depre em q ele se encontrava . . .
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Hell KiD- Vampiro Neonate

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Re: TCFSR-Collection - Helena { short fic } [T]
essa música me traz boas e más recordações....
perfeita girl!
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Deby- Vampiros Matusálem

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